quinta-feira, 6 de novembro de 2014

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

NUNO DE FIGUEIREDO






NUNO DE FIGUEIREDO
CREPÚSCULO

Capa de ESPIGA

2014

PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES



sábado, 13 de setembro de 2014

Prémios de Poesia - FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES



Prémios de Poesia
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

***

NUNO DE FIGUEIREDO
ANTÓNIO CABRAL
ANTÓNIO FORTUNA
CLÁUDIO LIMA
JOAQUIM DE BARROS FERREIRA
JOÃO DE DEUS RODRIGUES



sábado, 6 de setembro de 2014

NUNO DE FIGUEIREDO






CREPÚSCULO

*PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
2014
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES*

NUNO DE FIGUEIREDO

Capa de ESPIGA
Novidade

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

NUNO DE FIGUEIREDO







DECADÊNCIA ANUNCIADA




Chegámos ao sítio da ternura, uma terra
assolada pela devastação: tudo fala em declínio
pela voz das aves neste curto país onde agoniza o
estilhaçado coração. Pintamos flores nos olhos
regamos nos dedos cravos, margaridas
e um girassol na fronte ilumina o desastre.


Mas chegámos, é o país da voz melodiosa
do veludo na língua, a nossa vocação consiste
em desenhar as palavras cativas do futuro.


É a árvore frondosa da melancolia: há a sombra
e os pássaros e a maldade das rugas
em cada fruto. Esta é a margem estreitíssima
da alegria onde as estrelas se cruzam
com as lágrimas. Este é o recanto súbito
da vida onde a ternura se apaga se a privamos
das chispas seminais do nosso lume.


Chegámos ao quintal onde a amargura
algumas vezes se rende já exausta e deixa em
seu lugar uma ilusão: o insano ventre da utopia
capaz de transformar o declínio da ternura
numa pátria vergada ao coração.




CREPÚSCULO

* PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES *

NUNO DE FIGUEIREDO

Capa - ESPIGA

Novidade


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

CONCEIÇÃO ROSA




3

O TEMPO NÃO É UMA ANESTESIA

A vida teimava em continuar. Todos os dias o sol acordava, as árvores continuavam crescendo, o mundo continuava a existir. Só Edmundina cada vez mais perdia a vontade de continuar a sentir. A sua casa tornou-se no seu castelo. Dentro daquelas paredes, olhando as recordações, revivia um doce passado. Respirava a meio tempo, vivia na fantasia de tudo ter sido um engano, um terrível pesadelo, troca de informação, análise incorrecta provocada por ruído no canal da comunicação. Não atendia o telefone. Não abria a porta. Não estava.  Não existia.
      O encontro com Dr. Alberto seria daí a dois dias. Queriam que fosse. Não podia deixar de ir. Desta vez não iria só, Demétrio Temquesever, seu marido, acompanhá-la-ia. Ele, que sempre tentava fugir aos encontros penosos, que não deixava de trabalhar para que o seu espírito estivesse voltado para fora, ocupado a anestesiar o seu dentro, não se escaparia desta árdua missão. (. . .)

CONCEIÇÃO ROSA

A ASA PARTIDA

Capa e Prefácio de CARLOS AURÉLIO


terça-feira, 29 de julho de 2014

JOSÉ RODRIGUES DIAS







SÁBIO




Aqui chegado,
Sábio deves ser,
Sábio tens que ser,
Que são muitas as batalhas
E as batalhas deixam muito saber,
Também muito sofrer,
Que é amargo, bem amargo
O sabor de certo saber.




JOSÉ RODRIGUES DIAS


BRAÇOS ABRAÇADOS


Capa - ESPIGA



terça-feira, 22 de julho de 2014

MARIANA DE BRITO






AS MEIAS



Os dias sucediam-se naquela modorrice de Verão, sem que nada de especial acontecesse. E os temas das conversas de um grupo de homens que estavam sentados nos bancos do Rossio, daquela vila, surgiam segundo a vontade dos intervenientes, apesar de alguns deles serem constantes:
- Este ano vai haver uma boa pancada de pão. . . ó lá se vai. . . E os favais, apesar das geadas, este ano foram um regalo. . . agora, com este calor, o pior são os fogos, lembram-se do ano passado? Nunca houve uma desgraça assim! . . .
Outro tema favorito era constituído pelas estórias incríveis que os bois do Chico Vilela provocaram, desde as mais trágicas, para quem ficasse estropiado para o resto da vida, por ter levado umas cornadas, até às mais hilariantes, que nem pareciam deste mundo!
(. . .)


MARIANA DE BRITO

ALENTEJO DE LONGE

Capa de ESPIGA


quarta-feira, 16 de julho de 2014

TARTARUGA Editora








TARTARUGA Editora

Divulga, promove e enobrece
a língua e a cultura portuguesas.



sexta-feira, 11 de julho de 2014

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES









Um dia saberemos meu amor quando
os elos do tempo já quebrados
como nas linhas das mãos os nossos dias
eram fios cruzados


águas desiguais no mesmo leito
de um rio
a mesma cor as unia
e um barco que nunca partiu
ancorado no meio
as dividia


um dia saberemos meu amor que
nestas palavras escritas
se muda para sempre a
minha boca
das que nunca foram ditas.




Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES


Livro MEMÓRIA IMPERFEITA



terça-feira, 8 de julho de 2014

ANTÓNIO FORTUNA





(. . .)
Chegados a este ponto, convém clarificar que escrevo, caso algum sentido tenha. É claro que este livro nada tem a ver com a sublime obra de José Saramago, "O ano da morte de Ricardo Reis". Poderá haver pequenas similitudes em relação ao enredo, mas nada em relação ao conteúdo. Saramago trouxe Ricardo Reis, heterónimo de Fernando Pessoa, do Brasil para Lisboa, local de onde Pessoa raramente saía. Apesar de Reis ser solteiro, deixou-se comandar pela sua condição humana, aconchegando-se à camareira do hotel onde se hospedou e, mesmo após ter ido viver para local privilegiado de onde vislumbrava a cidade, sobretudo o jardim onde os idosos passavam os dias, continuou a dividir cobertores com ela.
(. . .)

O SÉTIMO SENTIDO

ANTÓNIO FORTUNA

Capa de ESPIGA


quinta-feira, 3 de julho de 2014

PEDRO SINDE





(. . .)
Estes textos giram em torno de alguns dos nossos poetas e filósofos mais importantes, mas que o título não se preste ao equívoco: "sete sábios portugueses" e não "os sete sábios portugueses"; nem sequer por se poder pensar que os autores aqui aludidos sejam mais do que outros não referenciados, como é o caso de Dalila Pereira da Costa, sobre quem escrevo presentemente um breve opúsculo, em torno da sua experiência mística.

Antes de passar ao conteúdo do livro, gostaria de deixar uma nota sobre o contexto em que ele vem a situar-se: a escola da filosofia portuguesa.
(. . .)


SETE SÁBIOS PORTUGUESES

PEDRO SINDE

Capa de ESPIGA


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Pensamento









"A força motriz mais poderosa que o vapor,

a electricidade e a energia atómica, - é a vontade".


Albert Einstein


segunda-feira, 30 de junho de 2014

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES







S. MIGUEL DE SEIDE


Camilo Castelo Branco



a minha cegueira avista a amargura verde


proibida de copiar
os relevos a cor e
a profunda calma do teu rosto
meu amor


veloz é a passagem da alegria e
lento o desespero
que a pressente diluída na distância




Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES


Livro - MEMÓRIA IMPERFEITA



domingo, 29 de junho de 2014

SÃO PEDRO










Desejo um belo dia de


SÃO PEDRO e SÃO PAULO



quarta-feira, 25 de junho de 2014

DIANA ADAMEK







(. . .)
Tem a cor do âmbar com camadas de areia e a tristeza das focas velhas a cadelinha que me acompanhou nas ruas, subiu os degraus, até à soleira da minha porta onde se sentou, esperando que a abrisse. Algo nos seus grandes olhos de caramelo fez perder-me (. . .)


VASCO DA GAMA NAVEGA

DIANA ADAMEK

Capa de ESPIGA

segunda-feira, 23 de junho de 2014

SÃO JOÃO








Viva o SÃO JOÃO!!!



quinta-feira, 19 de junho de 2014

ANTÓNIO CABRAL









A TENTAÇÃO DE SANTO ANTÃO




Toda a poesia
é uma solidão
escrita
à janela,


o que fez
Santo Antão.
Vede-o com a nuvem
que ostensivamente
não lhe cobre
todo
o sono.


Vede-o nas ruínas
do castelo
ou na quebra
do monte,


encostado ao vento.
A nuvem
prolonga-lhe
a respiração.
Dois seios florindo
à saída
da piscina,
a cor do lume
na coxa
oferecida.
(. . .)


ANTÓNIO CABRAL


A TENTAÇÃO DE SANTO ANTÃO


Capa de ESPIGA

sábado, 14 de junho de 2014

55 ORAÇÕES MARIANAS










ORAÇÃO a NOSSA SENHORA DA ALEGRIA



À memória do meu Irmão Vasco



Louvada sejas,
Nossa Senhora da Alegria.
Amar é o início
de tudo quanto é vida,
a noite torna-se dia
por encanto e magia.


A fonte
torna-se rio
de tudo que é gerado,
para confirmar o conceito
do amor celestial.


Canto à Senhora da Alegria
e fico com a esperança de tudo transformar
e o amor fraterno reinar.
Canto
a alegria e a beleza da vida
que está em mim,
com o Universo Cósmico
sempre em sintonia.


Nossa Senhora da Alegria, rogai por nós.
Amen




MANUELA MORAIS

55 ORAÇÕES MARIANAS

Capa e Desenhos - ESPIGA



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Dia de SANTO ANTÓNIO








Um magnífico dia

de

SANTO ANTÓNIO



quarta-feira, 11 de junho de 2014

ANTÓNIO CABRAL







MIGUEL TORGA


Entre
o aloendro ainda em flor à esquina da casa
e a macieira de Maio
o teu rosto pendular
nas palavras que todos dizíamos
sobre Camus, o absurdo, S. Lourenço e a liberdade
na grelha, do corvo o punho erguido,
nesse ano de 1962,
dentro do teu quintal de S. Martinho,
um semicírculo sob o outro,
o que se não vê mas sabemos à nossa medida,
já é alguma coisa a intempérie.
Ouvíamos-te nitidamente
como ao sino da urze na montanha




ANTÓNIO CABRAL


A TENTAÇÃO DE SANTO ANTÃO


Capa - ESPIGA





terça-feira, 10 de junho de 2014

Dia de PORTUGAL







10 de Junho


Dia de PORTUGAL, CAMÕES e COMUNIDADES.





quinta-feira, 5 de junho de 2014

SER E LER MIGUEL TORGA







(. . .)
Segundo a obra de Miguel Torga, a evolução da história humana salda-se, no fundo, no progresso da autoconsciência da liberdade. Sendo que, quanto mais esta autoconsciência define, rectifica e aperfeiçoa o perfil do homem, mais a imagem de Deus se atrofia, distorce e caricaturiza.
Seja como for, o homem comporta-se, de facto, na história como um animal religioso. Mas este aspecto da nossa natureza não tem sido sempre entendido da mesma maneira. E o ponto de vista de Torga é original. (. . .)


FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

SER E LER MIGUEL TORGA

quarta-feira, 28 de maio de 2014

A TARTARUGA SONHADORA






DOURO



O Douro é ainda o Paraíso mágico que nos maravilha os olhos, fascina a alma e revigora o coração. É a porta de encantamento para uma realidade geográfica incontornável, determinante e envolvente. O Rio Douro serpenteia através das rochas e, dos dois lados em socalcos, erguem-se altas margens de montanhas adornadas de vinhas. Tem uma paisagem verdadeiramente excepcional.
Os pequenos vales estão invadidos por oliveiras, amendoeiras e árvores de fruto.
O Douro é, sem dúvida, de uma beleza e  grandiosidade únicas. Será, com certeza, o recanto mais sublime da nossa Pátria. Aqui produz-se o célebre e delicioso Vinho do Porto, perpetuando um Património ímpar: de sabor, odor e cor excepcionais. É a mais antiga Região Demarcada do Mundo, com vista panorâmica esplêndida, pela sua imponente situação de "tecto de Portugal". (. . .)



Autora - MANUELA MORAIS

Livro - A TARTARUGA SONHADORA

Capa e Desenhos de ESPIGA

domingo, 25 de maio de 2014

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES








Livros publicados
de

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

ANDAMENTO - Poesia

MEMÓRIA IMPERFEITA - Poesia

JÚBILO DA SEIVA - Poesia

ALGUMAS CARTAS - Correspondência

SER E LER MIGUEL TORGA - Ensaio

SETE MEDITAÇÕES SOBRE MIGUEL TORGA - Ensaio

MODO DE VIDA - Contos

ASSINALADOS - Romance

terça-feira, 20 de maio de 2014

FERNANDO PESSOA







"Entre o sono e o sonho,
entre mim e o que em mim é
o quem eu me suponho,
corre um rio sem fim"

Fernando Pessoa

quarta-feira, 14 de maio de 2014

JOÃO DE DEUS RODRIGUES




















Livros de JOÃO DE DEUS RODRIGUES

terça-feira, 13 de maio de 2014

Hoje, dia 13 de Maio




Acerca da Oração, em especial Mariana . . .


(...) Sob o manto diáfano de Maria e da Mãe Divina, da qual em Portugal ela é a face e Ser principal, se congregam neste pequeno ramalhete, lenificante e inspirante, e que só pedem e confiam que a Graça Divina ou Angélica alguma bênção façam descer sobre os que o lerem, amarem, orarem e vivenciarem . . . "Ave Maria, cheia de graça . . ., alma pura nossa, aqui e agora, Amen . . ."

Pax, Luz, Amor!

Pedro Teixeira da Mota

in "55 Orações Marianas"

segunda-feira, 12 de maio de 2014

ANTÓNIO FORTUNA



























Livros de ANTÓNIO FORTUNA

domingo, 11 de maio de 2014

GUIDA NUNES








GUIDA NUNES

EUROPA ESCONDIDA

Capa de ESPIGA

sábado, 10 de maio de 2014

GUIDA NUNES





APRESENTAÇÃO

do livro
25 SEM ABRIL,
de
GUIDA NUNES

Dia 10 de Maio, Sábado, pelas 15,30 h
na
Casa Regional dos Transmontanos
e
Alto Durienses
Rua de Costa Cabral, 1037 - Porto







sexta-feira, 9 de maio de 2014

FRANCISCO MARTINS








FRANCISCO MARTINS

DONAS BOTO
PORTUGUÊS POETA
PRIMEIRO IDEÓLOGO MODERNO
DA UNIÃO EUROPEIA

Capa - ESPIGA

terça-feira, 6 de maio de 2014

PEDRO SINDE








PEDRO SINDE

SETE SÁBIOS PORTUGUESES

Capa - ESPIGA

segunda-feira, 5 de maio de 2014

ANTÓNIO TELMO








ANTÓNIO TELMO

CONTOS SECRETOS

Capa e Desenhos - ESPIGA

domingo, 4 de maio de 2014

Dia da MÃE








Hoje, dia da MÃE.

sábado, 3 de maio de 2014

FLORBELA ESPANCA








CONCEPCIÓN DELGADO CORRAL

FLORBELA ESPANCA

Capa e Desenhos de ESPIGA

sexta-feira, 2 de maio de 2014

MARIANA DE BRITO








MARIANA DE BRITO

ALENTEJO DE LONGE

Capa de ESPIGA

quinta-feira, 1 de maio de 2014

terça-feira, 29 de abril de 2014

CARLOS AURÉLIO








CONSIDERANDO OS FILÓSOFOS

CARLOS AURÉLIO

Capa - ESPIGA

sábado, 26 de abril de 2014

ROCHA DE SOUSA














Livros de ROCHA DE SOUSA

sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 de ABRIL








25 de ABRIL

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES




ABRIL


Filha da esperança liberdade mãe da
angústia criadora e do destino na
bandeira negra que aqui vou içar te
escrevo o meu canto e o meu hino

já foste irmã da morte já
tiveste o preço da tortura já
foste grilhetas algemas cela escura dos
que jogaram na tua a sua sorte

quando chovia e tu não apareceste
liberdade na esquina combinada
ficámos a pensar que te escondeste
na cidade cercada

mas assim e aí soubemos
que não estávamos sós
assim e aí dissemos que
tu éramos nós

hoje que aí vens ninguém vigia
o imprevisto cais do teu regresso
e há um cravo no chão que te anuncia
nesse exacto lugar que eu não esqueço.


Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

Livro - MEMÓRIA IMPERFEITA

quarta-feira, 23 de abril de 2014

ANASTÁSIA MESTRINHO SALGADO












Livros de ANASTÁSIA MESTRINHO SALGADO

Capas de ESPIGA

segunda-feira, 21 de abril de 2014

sábado, 19 de abril de 2014

PÁSCOA








PÁSCOA muito, muito feliz . . .

Manuela e Espiga

quarta-feira, 16 de abril de 2014

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES




SEXTA-FEIRA SANTA


As trevas caíram sobre a tarde meu amor
ensopados pelo sangue dos espinhos
os meus olhos procuraram sobre os montes
o perfil parado dos pinhais

dobrada sobre a terra
tu eras a torrente dos nossos serenos dias
estavas como uma rola abatida e eu cuspia ao ar
o vinagre e o fel que tu bebias

secaste as lágrimas no véu que ocultava a vergonha
do meu corpo
seguiste com o olhar o grito
e o eco do meu grito
a terra tremeu debaixo dos teus pés e fixaste
nos meus olhos empedrados
a noite que já mais uniria os nossos gestos.


Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

Livro - ANDAMENTO

segunda-feira, 14 de abril de 2014

MANUELA MORAIS













Livros de MANUELA MORAIS

Capas e Desenhos de ESPIGA

quinta-feira, 10 de abril de 2014

SER E LER MIGUEL TORGA







FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

SER E LER MIGUEL TORGA

sexta-feira, 4 de abril de 2014

SER E LER MIGUEL TORGA



MIGUEL TORGA


Toda a vida humana é uma história da infância. Biografia significa muito o gráfico de uma vida. E a biografia de Miguel Torga (pseudónimo de Adolfo Correia Rocha) conta-se em poucas linhas.
Autor de mais de cinquenta obras de poesia, prosa e teatro publicadas desde os 21 anos, nasceu em 1907, a 12 de Agosto, dia de Santa Clara no calendário romano então vigente, em S. Martinho de Anta, Trás-os-Montes, e é do signo do Leão.
Proveniente de uma família de condição humilde, teve uma infância rural, rigorosamente primitiva e possivelmente feliz. Enredada de desacertos e desencontros, a sua adolescência foi precocemente dura e brutal, humilhante, permanentemente instável. A necessidade de sobrevivência económica leva-o, depois de ser criado de servir no Porto e de uma breve passagem pelo seminário de Lamego, a embarcar para o Brasil, aos 13 anos, onde foi capinador, apanhador de café, vaqueiro e caçador de cobras, na Fazenda de Santa Cruz (Banco Verde), Estado de Minas Gerais.
Regressado, cinco anos depois, a Portugal - licencia-se em Medicina na Universidade de Coimbra, cidade onde se estabelece definitivamente, desde 1941, como otorrinolaringologista.
Na juventude, publicou os primeiros livros, conheceu por isso a prisão, foi conspirador e panfletário. Depois, amadureceu sem perder nenhuma das suas virtudes naturais e, perante a escolha das acções possíveis, só encaminhou os gestos para aquelas onde a liberdade se anunciava ou prometia. Homem de um perfil temperamentalmente imperativo, sibilino e paciente, tem nos modos e no carácter o jeito da dignidade rural que o investiu, a imagem feita dos sinais de uma linguagem mais próxima dos animais e das ervas que dos homens e dos deuses. A sua lei de selecção existencial foi sempre a mesma. Procurou ser livre, mais propriamente do que feliz. O resto foram as vicissitudes do quotidiano. Um quotidiano sem parábolas.
Justamente, com Miguel Torga não é a literatura que chega à literatura. É uma força natural, indomada, selvagem, necessitada de tomar forma através dela.
Inicialmente identificado com os mentores do Segundo Modernismo português que a publicação da revista Presença (1927-1940) agrupava em Coimbra, - acaba por romper com os mesmos em 1930, continuando um trajecto literário que diríamos exoticamente genuíno e criativo para o seu tempo, verdadeiramente inconfundível, caracterizado por um realismo de sentido individualizante, de feição violenta e vitalista, socialmente responsabilizado e responsabilizador.
A sua endógena e universalizadora fidelidade às origens ancestrais, a irredutível resistência libertária de franco-atirador que o opôs às ditaduras que se instalaram ou tentaram instalar-se no seu país, a transparência vernacular e empática da sua linguagem - transformaram Miguel Torga, através do consenso dos seus contemporâneos, numa autêntica consciência nacional, indisfarçável protótipo do cidadão português de sempre.

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

SER E LER MIGUEL TORGA

Prefácio de ANTÓNIO CABRAL

Desenho de Miguel Torga, no interior, do Pintor LANHAS

Capa - Reprodução de Torga/Erica Arborea - Gravura de 1601

terça-feira, 1 de abril de 2014

SETE SÁBIOS PORTUGUESES



(. . .)
Filosofia portuguesa
Entre outras características, a filosofia portuguesa vem trazer uma acentuação na tónica da operatividade, como disse, isto é, na necessidade de transmutar a alma do filósofo, no compromisso com a virtude: o bem, o belo e a verdade.
As filosofias essencialistas, apagando a virtude e a beleza, preocupam-se mais com a verdade e caem facilmente no erro de se tornarem uma coisa abstracta. Já as existencialistas acentuam a beleza e a bondade, em simultâneo com a verdade, sabendo, pois, que as três são inseparáveis: podemos dizer que a verdade é o belo no conhecimento e a bondade é o belo no comportamento e que a beleza é a verdade na forma. Assim, dentro da ambiência da filosofia portuguesa, aquele que busca a verdade deve, de algum modo, procurar ser a verdade e, por isso, procurar o comportamento virtuoso (belo e verdadeiro).
(. . .)


PEDRO SINDE

SETE SÁBIOS PORTUGUESES

Capa - ESPIGA

quarta-feira, 26 de março de 2014

SETE SÁBIOS PORTUGUESES



APRESENTAÇÃO

SETE SÁBIOS PORTUGUESES
de
PEDRO SINDE

Apresentação a cargo de
CARLOS AURÉLIO

Livraria Fonte de Letras
Sábado, 29 de Março, 17 H
Rua 5 de Outubro, 51
7000-854 Évora

sábado, 22 de março de 2014

DALAI LAMA







"Existem dois dias no ano que nada pode
ser feito: um chama-se ontem e o outro
chama-se amanhã, hoje é o dia certo para
AMAR, ACREDITAR, e principalmente
VIVER".


Dalai Lama

quinta-feira, 20 de março de 2014

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES



"Los dos ríos de Granada
bajan de la nieve al trigo.
               ( . . . )
Por el agua de Granada sólo
    reman los suspiros".             

Frederico Garcia Lorca




Tempo da memória evadida para a neve que coroa o perfil da Alcazaba e dos ciprestes. Em Abril, ao aroma das flores de laranjeira, regressam do deserto os pássaros expatriados. E, quando a tua boca ao meu ouvido murmura que, tijolo a tijolo, esta cidade foi construída para o amor e para o prazer, - logo pula a caveira da mão de S. Bruno rolando sonoramente no claustro de Cartuja. Param no seu leito os dois rios lendários. Sobrevém o silêncio e o luar de um certo verde olhar puramente atento ao bater do coração e ao ruído da água - os incontidos soluços de Boabdil, partindo com lágrimas vencido. Dividida e ausente pátria hedonista. Às mãos da tua ira, se abatem os touros e os poetas. Cinge-nos dos cravos do seu sangue. Terra ao sol. Terra ao sul. Em castelhano, Granada, - em português, romã.




Texto de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

Livro - MEMÓRIA IMPERFEITA