sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Pensamento




"Reza melhor quem melhor ama."

Samuel Coleridge


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Pensamento





"Quem é bom, é livre, ainda que seja escravo. 
Quem é mau é escravo, ainda que seja livre."

Santo Agostinho

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Sonho. . .




"Sonho com o dia em que a justiça correrá como água e a rectidão como um caudaloso rio."

Martin Luther King

sábado, 11 de novembro de 2017

domingo, 5 de novembro de 2017

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

ANTÓNIO TELMO




"O amor é um sacramento, isto é, um mistério,
não no sentido vago desta palavra, mas na sua
acepção etimológica, que a torna significativa
de  uma relação singular e concreta com a
verdade divina."

António Telmo



quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Homenagem a ANTÓNIO CABRAL




Há momentos na vida em que se deveria
calar e deixar que o silêncio falasse ao
coração, pois há emoções que as palavras
não sabem traduzir!

Jacques Prévert


António Cabral foi um dos raros Poetas Transmontanos que se projectou, com toda a sua grandiosidade, para lá da Serra do Marão, sem perder a sua específica individualidade criativa em benefício de modelos formais de fácil receptividade ou divulgação. A sua universalidade e plena densidade poética são o cerne de uma Obra merecedora da visibilidade adquirida e, também, do registo da nossa gratidão. Da especificidade e validade das criações do Autor de Bodas Selvagens muitas memórias guardo, sendo estas testemunho de uma acção cultural ímpar, que sumamente nos honra, e a confirmação do projecto de Homenagem à pluralidade criativa do nosso tempo universal.
Fiel às suas raízes, soube sempre ser original, com uma sensibilidade poética da festividade e do espectacular. Escreveu com a elegância e a luminosidade própria dos sábios, dos grandes construtores, daqueles que nos permitem sentir orgulho da nossa portugalidade.
O seu/nosso Douro foi "cantado" de um modo monumental e mágico, com o lirismo próprio de quem conhece cada socalco, cada segredo, e todos os rituais do universo de cada palavra saboreada com o aroma do mosto e da deslumbrante paisagem das videiras alinhadas a trepar pelas montanhas.
Aqui, o Sol fixa o firmamento com a mestria silenciosa e secreta para que influencie e dê vida a cada bago de uva. E, assim, cada cacho de uva se torna doce e perfeito para realizar a alquimia de um vinho generoso com qualidade e pureza insuperáveis. O grande mistério consiste na inclinação das encostas, na composição de característica única do solo, na absolutamente indispensável qualidade das castas.
O Sol desce do firmamento, trazendo calor e luz para o desenvolvimento e crescimento natural da vida, transformando estes montes em ouro verdadeiro, permitindo restaurar e renovar a existência das cepas, unindo Céu e Terra na harmonia da reconciliação. O equilíbrio Cósmico assegura a união perfeita da incorruptibilidade.
O seu livro O Rio que Perdeu as Margens foi um renascimento inevitável, com um movimento explosivo de Tradição e alegria, com a imaginação a vaguear por uma floresta ilimitada neste universo em perpétua metamorfose.
Antologia dos Poemas Durienses é uma Obra dinâmica que retrospectivamente nos pode servir de fio condutor para seguirmos os entusiasmos de uma realidade que gravita entre vinhas e olivais. Leva-nos a sonhar e a acreditar que o Paraíso mora aqui, à sombra de uma parreira, com vista deslumbrante sobre o Douro, ladeando um Rio cuja estabilidade e horizontalidade conseguem fazer suster a respiração!
António Cabral, com mais de cinquenta livros publicados, seguiu o caminho que o conduziu forçosamente ao objectivo de ver crescer e solidificar a sua Obra poética com a força vital e a qualidade fecunda na qual reina a beleza frondosa e pura da sabedoria.
A imagem resplandecente da luz impera em todos os livros que escreveu, em todos os actos preciosos da sua existência, conciliando consciência, inteligência e coração. Melhor ainda, escreveu com amor, eternizou um mundo fantástico real determinante e consagrado à compreensão do Universo. Falava com o mesmo encanto de Poesia ou de Física Quântica. . .
Era um homem sensível e inteligente, um espírito superior, profundamente comprometido com a Vida, um mestre do pensamento. Foi um "obreiro da Terra", como chamou Teilhard de Chardin a esses Homens cultos que operam maravilhas e marcam o destino da humanidade.
A Tentação de Santo Antão é um livro com um brilho harmonioso, mergulhado nas profundidades da coexistência Céu-Terra, será a recompensa de uma promessa mística, anunciando a orientação para um novo estádio, ainda misterioso, infinitamente mais esclarecido, sem desespero.
A criatividade em todas as suas formas de expressão, espraia-se até ao infinito. Só os verdadeiros mensageiros penetram no âmago com toda a potencialidade, vitalidade irradiante, discernimento e percepção de inspiração profética.
António Cabral viveu com a autenticidade maravilhosa que transcende a linguagem das ciências exactas: com profundidade, disponibilidade, responsabilidade e encanto verdadeiro. Por entre sorrisos que enchiam lentamente a sua alma, aprendeu a escutar com perfeição o caminho do rio que conduz à paz interior - o verdadeiro caminho da Vida.

Murça, Solstício de Verão de 2017

Manuela Morais

In Memoriam de António Cabral
Colecção Tellus
Câmara Municipal de Vila Real



À memória de António Cabral


Caixa de entrada
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Nuno Figueiredo

17:44 (há 0 minutos)
para mim
Querida amiga Manuela Morais,

Duas breves palavras para falar-lhe do texto que escreveu no In Memoriam de António Cabral, e que acabado de ler. 

Queria dizer-lhe que o considero um documento notável, pensando como estaria A.Cabral sorrindo de contentamento se o pudesse ter debaixo dos olhos. De facto, é a excelente fotografia de um homem - e, antes do homem, de uma alma exemplar.

Em curtas linhas a Manuela traçou o contorno verdadeiro, fremente, luminoso de alguém que, grande nos conhecimentos e produções literárias, era talvez maior na capacidade de fazer amigos e na entrega aos afectos. E tudo isso ali está, no seu texto claro, rigoroso e carregado de ternura.

Parabéns, Manuela Morais. Uma pena que não escreva mais e não o edite para nosso contentamento.


Uma abraço com a nossa amizade,
Jú e Nuno


Pedro Teixeira da Mota

20:26 (Há 34 minutos)
para mim
Parabens, Manuela
Muito bom texto
Beijinho


Manuel Alves

Anexos20:13 (Há 50 minutos)
para mim
Manuela:
                   boa tarde e tudo de bom.
                   Pelo seu mail, que acabo de ler, vejo que hoje ocorre ou ocorreu uma homenagem ao António Cabral, escritor, poeta e duriense de saudosa memória. A essa homenagem me associo. E recordo aquela romagem votiva que nós os três fizemos ao cemitério de Jou onde jazem os restos mortais do Fernão. Recitámos poemas dele e julgo que rezámos. A título de curiosidade, anexo um texto sobre A. Cabral que publiquei na revista Entre Letras, do nosso comum amigo e excelente escritor Nuno de Figueiredo e que serviu de base à apresentação que fiz do Prometeu Agrilhoado Hoje na Casa de Trás os Montes e Alto Douro, de Braga.
Um beijo da Fátima e um abraço meu.





terça-feira, 24 de outubro de 2017

Homenagem a ANTÓNIO CABRAL


















NUNO de FIGUEIREDO

venceu o Concurso de Poesia

ANTÓNIO CABRAL
2017

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Hoje, em Vila Real, Homenagem a ANTÓNIO CABRAL.



Homenagem

a

ANTÓNIO CABRAL

no

Grémio Literário

em

Vila Real




sexta-feira, 6 de outubro de 2017

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Pensamento




"Nenhum pessimista jamais descobriu o segredo das estrelas, ou navegou até uma terra desconhecida, ou abriu uma nova porta para o espírito humano."

Helen Keller

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

sábado, 12 de agosto de 2017

Aniversário de MIGUEL TORGA




                       Miguel Torga

                                                      N. 12 de Agosto de 1907, em São Martinho de Anta, Vila                                                      Real
                                                   F. 17 de Janeiro de 1995, em Coimbra


                                                                   "Recomeça. . . se puderes, sem angústia e sem                                                                              pressa
                                                                    e os passos que deres, nesse caminho duro do                                                                            futuro,
                                                                    dá-os em liberdade, enquanto não alcances não 
                                                                    descanses, de nenhum fruto queiras só metade."

                                                                                                                       Miguel Torga


"Toda a vida humana é uma história da infância.
Biografia significa muito o gráfico de uma vida. E a biografia de Miguel Torga (pseudónimo de Adolfo Correia Rocha) conta-se em poucas linhas.
Autor de mais de cinquenta obras de poesia, prosa e teatro publicadas desde os 21 anos, nasceu em 1907, a 12 de Agosto, dia de Santa Clara no calendário romano então vigente, em S. Martinho de Anta, Trás-os-Montes, e é do signo do Leão.
Proveniente de uma família de condição humilde, teve uma infância rural, rigorosamente primitiva e possivelmente feliz. Enredada de desacertos e desencontros, a sua adolescência foi precocemente dura e brutal, humilhante, permanentemente instável. A necessidade de sobrevivência económica leva-o, depois de ser criado de servir no Porto e de uma breve passagem pelo seminário de Lamego, a embarcar para o Brasil, aos 13 anos, onde foi capinador, apanhador de café, vaqueiro e caçador de cobras, na Fazenda de Santa Cruz (Banco Verde), Estado de Minas Gerais. Regressado, cinco anos depois, a Portugal - licenciou-se em Medicina na Universidade de Coimbra, cidade onde se estabelece definitivamente, desde 1941,como otorrinolaringologista. (. . .)"

                                                                                  Fernão de Magalhães Gonçalves

                                                                                  in Ser e Ler Miguel Torga - Ed.                                                                                              Tartaruga, 1998