terça-feira, 18 de agosto de 2020

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

terça-feira, 11 de agosto de 2020

terça-feira, 28 de julho de 2020

segunda-feira, 27 de julho de 2020

domingo, 21 de junho de 2020

O Aroma do AMOR











                             Sobre O Aroma do Amor de Manuela Morais




       Este romance, de características autobiográficas e de ficção, é uma verdadeira história de Amor vivida entre Francisca e o Príncipe que termina de uma forma serena e se completa na tragicidade do primeiro capítulo "O Amor é a Verdadeira Preciosidade". Na teia diegética cruzam-se fundamentos filosóficos, literários e artísticos, investigação científica e competências líricas que conduzem o leitor a um mundo sensorial e intimista partilhando da história dos protagonistas.
(…)
       De salientar a cumplicidade amorosa entre o Casal, visível: na vivência e proximidade marcadas por gestos e diálogos amorosos; na fidelidade do corpo e da alma entre os apaixonados, na união resultante da vontade e de sinais pessoais de compromisso e na crença do verdadeiro Amor. Porque "O Amor á a marca divina impressa no nosso coração…"(p.21)
(…)
       Uma obra onde o leitor pode encontrar um lenitivo para a sua condição, descobrindo o verdadeiro caminho.

                                                                Júlia Serra



                           

segunda-feira, 8 de junho de 2020

O Aroma do AMOR



1. O AMOR é a Verdadeira Preciosidade


       Francisca beijava os lábios, o rosto, e as mãos do seu amado. Acariciava-lhe o corpo. Ajeitava, com os dedos, o cabelo do Príncipe e aspirava o aroma inconfundível e perfumado que ele exalava. Não conseguia exprimir por palavras o sentimento amoroso intenso e profundo que sentia, só sabia que o Amor é a poderosa, pura, e valiosa força que consciencializava, e que faz mover o mundo, - o Universo. Aconchegada ao seu corpo, deitada de lado, não parava de o acariciar com ternura, como se quisesse descobrir algum cabelo branco naquela cabeleira farta, quase loura, brilhante como o ouro, que ela tanto gostava de tocar e de beijar. O Príncipe, com quarenta e cinco anos de idade, estava completamente silencioso, alheio a tanta dedicação e demonstração de um afecto imaculado, intenso e quase irreal. (…)
       Francisca, com os seus trinta e três anos de idade, já ultrapassava o sensual. Adorava aquele homem que a fez mulher. O seu pensamento não tinha outras memórias. O seu corpo não podia respirar um ar diferente, não descobria nenhuma forma alternativa de desenvolver a sua consciência mental e, por isso, não conseguia abstrair-se das imagens transparentes e luminosas que o seu coração e pensamento emitiam. Carinhosamente beijava as orelhas do seu Príncipe, a testa, o pescoço, contornava o nariz e o queixo com os dedos, levemente, como se estivesse a abrilhantar o bronze de uma delicada escultura. As mãos não paravam, com doçura, iam acariciando o corpo e as faces impecavelmente barbeadas, sentia a maravilhosa pele sedosa do seu amado. (…)


Manuela Morais
O Aroma do AMOR
Desenho da capa de Espiga Pinto






domingo, 24 de maio de 2020

Réquiem





Sobre Réquiem de Manuela Morais




     O  livro Réquiem é um testemunho de um tempo de confinamento do mundo para memória futura. Trata-se de um conjunto de vinte e um poemas agrupados em duas partes, sendo a primeira intitulada Réquiem (que deu origem ao título), com onze poemas, e a segunda, Canto de Alegria, com dez, onde predomina o versilibrismo e o verso curto.
     Sendo um Réquiem, uma celebração religiosa ligada à celebração da morte - Missa dos fiéis defuntos - para repouso das almas falecidas, estes versos pretendem evocar, ora um tempo de sofrimento, dor e morte das vítimas da pandemia, ora fomentar esperança no futuro.
(…)
     Um verdadeiro retrato de um tempo que entrou na nossa vida e que desejamos enterrar num vaso fora do novo Tempo, para que a relação do Eu com o Outro possa ser de confiança e de cumplicidade; sem máscaras e com sorriso.
     Obrigada, amiga Manuela!

                                                                            Júlia Serra


terça-feira, 12 de maio de 2020

Réquiem



Manuela Morais

Réquiem

Desenho da capa de Espiga Pinto



sábado, 9 de maio de 2020

Réquiem - Contracapa do Livro





" - Réquiem - Os seus versos reflectem a circunstância de tempo-modo-lugar que está a condicionar o nosso comportamento e a nossa angústia à escala mundial: o espectro de um massivo flagelo induzido por um vírus de rápida propagação e mortíferos efeitos: o corona.
Num ritmo acelerado, com versos em queda livre, oferece-nos um testemunho sentido e agitado destes tempos de premonição e inquietude. É hora de convite à participação ativa na resistência, de somar sinergias para este monstro invisível, de uma agressividade terrível, seja eliminado em definitivo. Estes versos funcionam como um toque a reunir."

                                                                                     Cláudio Lima


"- Réquiem e Canto de Alegria:
Estes curtos mas incisivos poemas reflectem uma viagem sensível da autora tanto no inferno das vidas abruptamente cortadas e para o mundo do além atiradas sem qualquer preparação e celebração, como no purgatório dos que vivos que sofrem a doença, os confinamentos, os receios, as angústias. É um pequeno filme de uma cidade ocidental em quarentena perante um misterioso e muito destrutivo vírus. E contudo, com o passar do tempo, com as forças da primavera, com as vitórias de muitos, começa a soprar uma outra viragem na alma pela qual a autora passa a sentir o amor subtil e imortal que parecia para sempre desterrado, morto. Os últimos poemas são um canto à esperança e renascimento, à vida e ao amor, em especial à comunhão amorosa com o amado. Através destes poemas somos convidados a comungar no corpo místico da humanidade, pois onde há amor aí está Deus, a Unidade, e esta infunde paz e esperança em cada individualidade e em toda a Humanidade."

                                                                   Pedro Teixeira da Mota



quinta-feira, 7 de maio de 2020

Réquiem





4.


Só se fala em morte
aqui,
no norte.
A cidade
está vazia,
despida,
as janelas fechadas,
os sobreviventes obedientes
nem espreitam
com medo
que a mortandade os agarre
e os venha buscar.


Vou
à varanda
escutar o silêncio,
as aves deixaram de voar,
preciso de cheirar algum perfume
que amenize
a amargura dos dias.


Estou
fechada,
em casa,
qual fantasma
sem fantasia,
necessito
apreciar a vida
de me sentir renovada!


Manuela Morais
Réquiem, pág.13







segunda-feira, 4 de maio de 2020

domingo, 3 de maio de 2020

Dia da MÃE







AMOR INCONDICIONAL




Minha Mãe,
meu Pai
ensinaram-me a ternura e o amor,
a sabedoria da Vida,
procedimento,
Luz
que fizeram brotar em mim.


Recordo-os
com muita saudade,
são Seres Superiores do Universo.
Humanistas, fraternos,
com Alma límpida,
transparente como o cristal,
portadores de uma dignidade,
luminosidade,
compreensão,
e bondade
sem fim…


Manuela Morais