quarta-feira, 25 de maio de 2022

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

sábado, 12 de fevereiro de 2022

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

PROVÉRBIOS ilustrados - Texto de Júlia Serra

A autora, Manuela Morais, brinda-nos uma vez mais com um novo livro, "Provérbios ilustrados", que representa não só o saber e o gosto pela escrita, mas também a sensibilidade artística nas imagens selecionadas. É mais um livro que reflete as suas vivências estético - literárias ligadas à vida pessoal e aos "seus" eternos artistas, sempre presentes, apesar da ausência - Fernão de Magalhães Gonçalves e José Manuel Espiga Pinto. (...) Os provérbios que constituem a obra de Manuela Morais estão alinhados alfabeticamente, ilustrados com imagens sugestivas referentes às temáticas variadas: mulher, homem, festas, tempo, santos, lugares, justiça e muitas outras achegas que vão rimando e ensinando. A título exemplificativo, transcrevemos alguns provérbios: "Mulher doente, mulher para sempre..."(p.15); "Homem honrado por todos é estimado."(p.44); "No São João a sardinha pinga no pão."(p.55);"Justiça sem bondade, não é justiça é crueldade."(p.46) e até a própria Tartaruga não escapa a ser rimada: "Tartarugas por terra, sinal de guerra..."(p.80). É impossível sintetizar o contéudo das cem páginas que compõem esta colectânea, porque, na realidade, trata-se de uma recolha de provérbios, em espaço português, com a prestação de colaboradores evocados na obra. Para além da voz do povo aqui revisitada, salienta-se a imaginação e o gosto da escritora em retratar a temática dos "provérbios", restituindo-lhes o valor literário merecido e despertando a sua integração na época e na crença dos povos. Considerado por muitos como uma literatura marginal ou até de cordel ou almanaque, o certo é que o provérbio (por vezes confundido com ditado popular) é mais poético, pela conotação concisa; por vezes, pode-se descobrir o autor, embora seja mais de cariz impessoal; o verbo surge muito no presente e no futuro, ou é omisso; há alguns recursos estilísticos, como: aliteração, rima, repetição de palavras, hipérboles, antíteses, trocadilhos, entre outros; a nível semântico, representa uma verdade geralmente, reconhecida por mais do que um indivíduo - (aforismo); tem pretensão de ser reconhecido válido universalmente, mas, por vezes, circunscreve-se a uma região. (...) Provérbios ilustrados é um livro simples, até de mesinha de cabeceira, que nos faz lembrar histórias do passado e ditos de familiares e amigos que ouvimos nas conversas do quotidiano. Um concentrado de aforismos e de lições alinhadas em verso ou frases curtas que não cansam os olhos nem causam preocupações no espírito. Um livro cheio de magia encantada pelas imagens - surpresa que atraem o leitor e lhe abrem perspectivas de leitura(s). Júlia Serra

sábado, 8 de janeiro de 2022

PROVÉRBIOS ilustrados - Texto de Nuno Figueiredo

Duas palavras sobre o seu recente trabalho, Provérbios ilustrados. Uma extensa e útil recolha de provérbios que, ordenada por ordem alfabética, passará a constituir fonte de pesquisa para estudiosos e de lazer para todos os amantes desta viagem da palavra através do tempo e das gerações. Tal como se apresenta permitirá, na verdade, uma consulta rápida e cómoda do muito conhecimento que circula disperso. Livro de referência futura, neste campo da expressão popular tão carregada de tradição e significado, constitui um mundo de sabedoria ancestral que revela uma ciência de oralidade preciosa. E guarda, fazendo-a perdurar, essa memória fecunda, e só por isso é credor de louvável apreço. Terá de agradecer-se à autora / compiladora o cuidado, a dedicação, a sensibilidade e persistência postas numa tarefa quase inesgotável onde todos, de uma forma geral, se revêm por suas longínquas memórias, e da qual tirarão, como nós, prazer e proveito. Bem-haja, Manuela Morais. Feliz Ano Novo 2022 Nuno Figueiredo

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

PROVÉRBIOS ilustrados - Texto de Cláudio Lima

"Recebi e agradeço mais um título da Tartaruga, este de grande utilidade para quem aprecia os provérbios, onde se consubstancia o saber popular consolidado ao longo dos tempos. Muito útil e interessante, valorizado pelas excelentes ilustrações do Espiga. Muito bom! Cláudio Lima

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

"Canto o Amor" - texto de Júlia Serra

É através do Amor que Manuela Morais nos relata o tempo passado/presente: "O Amor é, sem dúvida, o "motor" da vivência dos Seres. Amamos os que estão no nosso coração, e tudo o que cabe dentro do nosso olhar, da nossa memória, da nossa emoção e do nosso sentimento". O sujeito lírico, para além de personificar o Amor com intuito de abranger a humanidade em geral, conforme expressa a reiteração do determinante possessivo "nosso", pretende demonstrar como esse sentimento é essencial ao Ser e à Humanidade. Por outro lado, as memórias ligam o "eu" às paisagens, às coisas que o rodeiam e aos amados que partiram, ficando no seio da amada para contemplação.Os dois primeiros capítulos assinalam momentos de felicidade e sentimentos variados, desde: a evocação do nascimento do País "conto mais de nove séculos", Trás-os-Montes com a sua história "escrita nas pedras" com as vinhas, olivais, castanheiros, carvalhos e pinhais, assumindo uma identidade própria, o Meu Marão, com o aroma a alecrim e rosmaninho; o Meu Douro Maravilhoso, com o Sol a brilhar, refletido no Rio, formando o palácio onírico regado por baco, criando um verdadeiro "paraíso celestial" propício aos amantes felizes. Este cenário transmontano, traduzido no poema A Minha Terra Natal, é um tempo de felicidade: "A minha terra natal / gravou, / desencadeou memórias douradas / de tempos sagrados!" Nesse tempo foi gerado um sentimento profundo com raízes metafísicas a partir do olhar. (...) Júlia Serra

terça-feira, 2 de novembro de 2021

"Canto o Amor" - texto de Cláudio Lima

Manuela Morais vem dando, com certa regularidade, expressão lírica a vivências e memórias afins que a têm marcado indelevemente no seu percurso existencial. Com efeito, o impulso que leva a Autora a uma recorrente evocação/invocação assenta num passado de mulher amada/amante, que os ventos funestos do destino cruelmente interromperam. A computação desse balanço de infortúnio fá-lo no Prelúdio com que nos apresenta esta obra, a décima na sequência editorial e a quarta em que a palavra amor consta do próprio título. Resulta desta e de outras obras suas, que Manuela Morais é uma mulher que aspira à mais intensa osmose do ato amoroso, da partilha dos afetos mas também dos prazeres, "do ardor do desejo que o tempo apaga". Apaga porque é finito por natureza, sujeito à erosão que o tempo exerce sobre nós, inexoravelmente. Mas é então que o amor se sublima, por via da dor e do sofrimento, elevando-se a níveis de comunhão espiritual, de dádiva recíproca liberta já das pulsões eróticas obsessivas e exacerbadas. Uma espécie de regresso, por ascese, ao estado puro da inocência... Muito bela a ilustração da capa, do grande e saudoso Espiga Pinto. (...) Cláudio Lima

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

"Canto o Amor" - texto de Nuno Figueiredo

O título diz quase tudo. Pois que tem feito a poeta (tão belo "poetisa!") Manuela Morais, ao longo da sua vida, que não seja cantar o Amor? Recordo três belos livros temáticos a que tive acesso: "Cântico ao Amor", "Depois do Amor", "O Aroma do Amor" e que impuseram a autora, definitivamente, como uma das mais persistentes, lúcidas e despojadas "amorosas" do nosso universo poético. De raiz profundamente sentida como biográfica e de uma verdade e pureza inigualáveis, os livros que nos tem revelado expressam essa busca constante, o desânimo da perda, o alvoroço do novo, a exigência absoluta de viver com amor - ou não viver. O presente volume, "Canto o Amor", não destona nem foge a esta regra de obstinada procura, que mais não seja através das palavras escolhidas com critério exímio, feitas espelho de uma convulsão interior jamais satisfeita com um quotidiano que não sacia quem, como a Manuela, aspira a outros mundos superiores, habitando em perfeita simbiose, sem confrontação, antes comunhão, os vectores essenciais que nos determinam: corpo e alma, ou, se se preferir, carne e espírito. Ou ainda desejo humano e revelação transcendente. (...) Nuno Figueiredo

sexta-feira, 1 de outubro de 2021