quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
sábado, 18 de janeiro de 2020
Árvores Encantadas
MAGNÓLIA
Magnolia grandiflora
Era uma vez um jardim celestial, muito belo, fresco e colorido, com árvores fantásticas e majestosas, atraentes e carregadas de frutos deliciosos, como o Jardim do Éden ou o Jardim do Cântico dos Cânticos. Estava adornado com muitas flores e uma fonte, como a Fonte da Juventude, com a forma de uma taça circular, em prata, de que brotava água pura e fresca. Possuía uma árvore muito alta e completamente desabrochada com enormes flores brancas, muito formosa, aprazível e frondosa chamada Magnólia Branca. Vivia com a família no jardim mais perfumado, esplêndido e deslumbrante dos cânticos e das flautas, das Sereias, dos Gnomos e das Fadas que, com as suas varinhas de condão, faziam magia e encantamentos. Havia sempre, durante o dia, muito Sol, alegria, música, risos, danças, acrobacias, cantorias (…)
O Príncipe do cavalo da cor do ébano, com poderes mágicos, abrigava e protegia o seu jardim sagrado de olhares indiscretos e de cobiças alheias.
(…)
Texto de Manuela Morais
Livro - Árvores Encantadas, págs. 9-10
Col. Juvenil
Desenho da Capa de Espiga Pinto
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
Árvores Encantadas - Contracapa
- Árvores Encantadas é um livro muito sugestivo e maravilhoso; um livro escrito com total entrega reflexiva e sentimental. Pedagógico, didáctico, com ritmo, encantamento, imaginação, utopia, animismo, consciência cósmica. Portugal, a sua mística, os seus valores espirituais e físicos, compõe um cenário privilegiado / predestinado, percorrido pelo Príncipe e sua amada Magnólia, num quadro poético e de realismo fantástico. Divagamos, aprendemos e deleitamo-nos nesta breve mas empolgante narrativa. Parabéns.
Cláudio Lima
- O livro Três Rios Abraçam o Coração chegou-me a Estremoz e não o larguei mais, li-o imediatamente. Gostei do livro todo, mas a última parte, a entrevista, ultrapassou largamente a minha expectativa, - é admirável.
António Telmo- A Tartaruga Sonhadora é um livro maravilhoso.
Afonso Cautela
- Fundada em "memória / sem ilusão", no livro Cântico ao AMOR, certo é que os versos, breves, tomam asas, e o movimento deste coração-cavalo de luz é ascensional, na esperança.
Ernesto Rodrigues
- Recebi o belíssimo livro Depois do AMOR. Parabéns pela inspiração e capacidade de realização, - e de promoção da Literatura.
Manuel Esteves
Manuel Verdelho
- Agradecemos os livros Cântico ao AMOR e 55 Orações Marianas. Que pérolas…
Adoramos!
Graças…
Rão Kyao
domingo, 22 de dezembro de 2019
BOAS FESTAS
É Natal, é Natal…
minha Mãe cozinhava
delícias para nos mimar.
Meu Pai provava
regalado
e dizia que estava tudo divinal.
Eu continuava entretida
a decorar
a árvore de Natal,
no musgo colocava
figurinhas de barro pintadas,
ovelhinhas…
a Sagrada Família no centro,
o Menino aconchegado
em paninho de linho.
A estrela de cinco pontas
brilhava
no alto do pinheirinho.
Eu guardava o meu Presépio
como um tesouro sagrado,
filigrana preciosa,
anjinhos pendurados
na árvore de Natal,
no meu Natal
onde imperava
o verdadeiro e puro amor
familiar…
Poema de Manuela Morais
Livro - Árvores Encantadas, pág. 28
Col. Juvenil
Desenho da Capa de Espiga Pinto
sábado, 21 de dezembro de 2019
Fernão de Magalhães Gonçalves
NATAL
- Amanhã há comédias - disse a mãe velhinha para o irmão de Floriano, que vivia longe e viera consoar com a família. Amanhã há comédias e tu tens de ficar.
- Vamos ver, disse o filho recém-chegado.
As comédias que, no dia seguinte, teriam lugar na Freiria, na garagem de Floriano, eram uma peça de teatro que o P. Maldonado ensaiara, que metia vinte e uma figuras, e cujo lance dramático exemplar consistia em o Celso de Mascanho puxar presumivelmente de uma pistola para o ladrão do Palhinhas - e encontrar no bolso, em vez do "ferro", um rosário de pau. O que era um milagre da Senhora do Rosário. Estas comédias já tinham corrido em outros povos de Jou e, nas costas do padre, rosnava-se que os actores diziam todas as vezes a mesma coisa.
- Uns impostores.
Estava-se, pois, em noite de consoada. (…)
Texto de Fernão de Magalhães Gonçalves
Livro - Modo de Vida, pág. 61
sexta-feira, 20 de dezembro de 2019
quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
sexta-feira, 13 de dezembro de 2019
quarta-feira, 11 de dezembro de 2019
segunda-feira, 9 de dezembro de 2019
domingo, 8 de dezembro de 2019
sábado, 7 de dezembro de 2019
Fernão de Magalhães Gonçalves
FLOR DE AZAHAR
no meio da tarde através dos
olhos arde o
teu corpo sobre a
relva verde
falemos agora de um amor que nenhuma palavra
ilumina ou perde
apenas o suor a
saliva o sémen e um
aroma de flor
Poema de Fernão de Magalhães Gonçalves
Antologia Poética, página 18
Capa e Pinturas de Tiago Manuel
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
Fernão de Magalhães Gonçalves
QUANDO UM HOMEM NASCE, nasce uma possibilidade absoluta. Mas, quando um homem, naquele Inverno de 1943, nasce nos contrafortes da Serra da Garraia, em Jou, de Trás-os-Montes, essa possibilidade retrai-se à primeira pancada do coração.
- Então não me havia de lembrar a que horas nasceste?, diz minha Mãe. Ainda fui buscar a tesoura ao baixo.
Texto de Fernão de Magalhães Gonçalves
Contracapa do Livro de Poesia - Andamento
Capa de Nadir Afonso
segunda-feira, 2 de dezembro de 2019
sábado, 30 de novembro de 2019
Fernão de Magalhães Gonçalves
demasiado tarde meu amor agora só
nos resta contemplar este poente que se
nos põe nos olhos e os
devora
e de braços cruzados o
coração aberto a alma nua eco a
eco nos
meus passos contados se
acaba a nossa história ao fim da rua
Poema de Fernão de Magalhães Gonçalves
Antologia Poética, pág. 17
Pinturas e Capa de Tiago Manuel
quarta-feira, 27 de novembro de 2019
Fernão de Magalhães Gonçalves
hoje nada te prometo
neste poema concreto vai
apenas um beijo o
desejo de
contigo correr entre os silvedos
colher amoras contar
com os dedos pelos
grãos de areia os anos a que faltam horas
horas guardadas nestas
conchas dobradas flores das
areias que
tens nas mãos cheias
fechadas
Poema de Fernão de Magalhães Gonçalves
Livro - Júbilo da Seiva
Pintura da Capa de Espírito Santo Esteves
quinta-feira, 21 de novembro de 2019
terça-feira, 19 de novembro de 2019
Fernão de Magalhães Gonçalves
O MODO DE VIDA
E, no dia quatro de Agosto daquele ano, dois guardas desmontaram de duas bicicletas e apresentaram-se na taberna de Urbano mostrando-lhe um mandato de captura passado para Alfredo Augusto, filho de pai incógnito e de Maria da Silva, natural da freguesia de Santo André de Jou onde nascera havia 40 anos, e evadido da cadeia de Lamego em circunstâncias criminosas.
- Quer-se dizer, disse o Cabo da Guarda acomodando as espingardas na parte interior do balcão, o gajo deitou fogo à cadeia, pôs-se em fuga…
Texto de Fernão de Magalhães Gonçalves
Livro - Modo de Vida, página 11
domingo, 17 de novembro de 2019
Fernão de Magalhães Gonçalves
AMORÍMETRO
E agora encontro na minha a tua mão no
teu pulso passa um rio barcos ancorados
troncos na torrente e
notas de flauta a montante
tomo-te o pulso conto os impulsos da água
entre ramos de salgueiros cabelos verdes
correm os teus olhos pelos meus
palavra a palavra diluídos
estão certos os pés de violeta e os
fios de relva nas margens
tudo esmorece na pele da água
um rio azul no mapa do reu pulso
demoro a tua saliva na minha boca
pára passando o tempo folha verde no tempo
ou pássaro fugindo das nossas mãos abrindo-se
agora neste momento.
Poema de Fernão de Magalhães Gonçalves
Livro - Andamento, página 9
Capa de Nadir Afonso
Subscrever:
Comentários (Atom)










