quarta-feira, 12 de junho de 2019
terça-feira, 11 de junho de 2019
segunda-feira, 10 de junho de 2019
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
LOST LOVE
nome no musgo do muro na
casca do carvalho sete letras invertidas
no espelho
sete vezes sete vidas jogadas e
divididas
sete cartas tiradas do baralho
nome da cor do ar em
certas horas de o olhar
com a raiva aguçada das
esporas
nome feito à unha numa
tábua da cama
com um cristo na cruz por testemunha
Poema de Fernão de Magalhães Gonçalves
Livro - Andamento, página 18
sábado, 8 de junho de 2019
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
À memória de
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
As Minhas Lágrimas
Vesti-me de tristeza,
amargura,
solidão.
As minhas lágrimas
seguem o seu caminho sem parar.
Ver-te partir
sem poder dizer adeus,
entregar-te
a última carta
de amor
para levar.
Falavas de Poesia,
maravilhavas-me.
Escrevias Poesia,
sem igual.
Partiste
sem avisar.
Agora não tenho versos
para saborear
ao acordar.
Poema de Manuela Morais
Livro - Depois do AMOR, página 17.
sexta-feira, 7 de junho de 2019
Pensamento
“Apenas pelas palavras o ser humano alcança a compreensão mútua. Por isso, aquele que quebra a sua palavra atraiçoa toda a sociedade humana.
Montaigne
terça-feira, 4 de junho de 2019
Requiem a AGUSTINA BESSA-LUÍS
Requiem a Agustina
Em Granada, na Andaluzia, conheci e privei com Agustina Bessa-Luís.
Não seduzia, não fazia nada para agradar, sempre com o Marido a ladear-lhe a sombra. Falou dos seus livros, e com tal exaltação, que fascinou os ouvintes. Era muito breve nas palavras, a escrita ocupava as folhas A4 desde o primeiro centímetro até ao último. Escrevia à mão, sem desperdiçar uma nesga de papel.
Depois, com algum tempo, tornava-se mais extrovertida e não se importava com as fotografias que lhe tirava.
Quis saber como andava o ensino do Português por aquelas paragens, como era viver no último reduto do Rei Mouro, se ainda se ouvia os soluços de Boabdil, se as suas lágrimas ainda alimentavam os dois rios de Granada.
Agora, sinto o silêncio. . .
Fica a memória de a ter conhecido, ficam os magníficos livros que nos deixou, ficam os belos filmes que a dupla Agustina e Manoel de Oliveira realizaram, - fica a estima e a admiração.
Manuela Morais
terça-feira, 28 de maio de 2019
sábado, 25 de maio de 2019
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Apresentação do livro O MESSIAS, no Porto.
CONVITE
Apresentação do livro
O MESSIAS,
de
ROCHA DE SOUSA
dia 23, quinta-feira, pelas 18 horas,
na Cooperativa Árvore,
no Porto.
quarta-feira, 15 de maio de 2019
segunda-feira, 13 de maio de 2019
sábado, 11 de maio de 2019
quinta-feira, 9 de maio de 2019
segunda-feira, 6 de maio de 2019
domingo, 5 de maio de 2019
sexta-feira, 3 de maio de 2019
quarta-feira, 1 de maio de 2019
segunda-feira, 29 de abril de 2019
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
hoje nada te prometo
neste poema concreto vai
apenas um beijo o
desejo de
contigo correr entre os silvedos
colher amoras contar
com os dedos pelos
grãos de areia os anos a que faltam horas
horas guardadas nestas
conchas dobradas flores das
areias que
tens nas mãos cheias
fechadas
Granada, 28 de Abril de 1986
Fernão
domingo, 28 de abril de 2019
sábado, 20 de abril de 2019
sexta-feira, 19 de abril de 2019
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
SEXTA-FEIRA SANTA
As trevas caíram sobre a tarde meu amor
ensopados pelo sangue dos espinhos
os meus olhos procuraram sobre os montes
o perfil parado dos pinhais
dobrada sobre a terra
tu eras a torrente dos nossos serenos dias
estavas como uma rola abatida e eu cuspia ao ar
o vinagre e o fel que tu bebias
secaste as lágrimas no véu que ocultava a vergonha
do meu corpo
seguiste com o olhar o grito
e o eco do meu grito
a terra tremeu debaixo dos teus pés e fixaste
nos meus olhos empedrados
a noite que já mais uniria os nossos gestos.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro - ANDAMENTO
Capa - NADIR AFONSO
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