sábado, 28 de maio de 2016
sexta-feira, 27 de maio de 2016
quarta-feira, 25 de maio de 2016
segunda-feira, 9 de maio de 2016
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
"A vida de Fernão de Magalhães Gonçalves cruza-se, de modo exemplar, com a Obra que produziu. A sua escrita organiza-se para lá da linha do horizonte, habitada por fortes presenças ou memórias de seres viventes. O seu tempo é um tempo para além da história das suas personagens. As suas imagens dependem do valor do imaginário que contêm, não podem ser estáticas, não podem travar a imaginação. A intensidade da criatividade reside na paciência criada em contraponto dinâmico entre a serenidade e a rutura, provocando análises das suas raízes reais e disponíveis, na trajectória da vida através da realidade reconhecível.
Fernão de Magalhães Gonçalves foi poeta, escritor, investigador e ensaísta, nasceu em Jou (Murça) e lecionou em Murça, Vouzela, Porto, Chaves e nas Universidades de Granada (Espanha) e de Seoul (Coreia do Sul).
Autor de uma quinzena de livros publicados, a Poesia foi uma simultânea e relevante presença, sendo sempre constante a lembrança sensível do seu mundo evocativo da memória, os apelos da terra-mãe e as vibrações mais íntimas da sua personalidade. O seu ato poético foi sempre uma porta para a aventura criadora expressa em imagens emotivas, mas racionalizadas, como os ritmos da água, do corpo, do amor, das ervas, da terra e seus aromas."
(. . .)
"Fernão de Magalhães Gonçalves elegeu a escrita suprema como forma de conhecimento e divulgação, tecida na interpretação inovadora da espontaneidade executiva, na precisão estrutural de qualidade, inserindo-se fortemente na linguagem romântica. Toda a sua Obra atinge o esplendor da limpidez luminosa, da liberdade, proclamando o valor da liberdade individual, em plena harmonização com a intensidade de uma realidade que exprime pelo rigor, pela reflexão sistemática e a interrogação é basicamente o objectivo dessa urgência existencial.
Gostava que se percebesse que o seu discurso persistente, de que deixo aqui esparso registo, é assumidamente uma escrita e um pensamento ímpar, tem a beleza própria de quem força os limites do subtil e da profundidade. O cuidado posto em cada palavra, - diria que o Fernão era puro, sabia bem conciliar o espontâneo com a preocupação do rigor meticuloso, sem máscaras." (. . .)
"Fernão de Magalhães Gonçalves elegeu a escrita suprema como forma de conhecimento e divulgação, tecida na interpretação inovadora da espontaneidade executiva, na precisão estrutural de qualidade, inserindo-se fortemente na linguagem romântica. Toda a sua Obra atinge o esplendor da limpidez luminosa, da liberdade, proclamando o valor da liberdade individual, em plena harmonização com a intensidade de uma realidade que exprime pelo rigor, pela reflexão sistemática e a interrogação é basicamente o objectivo dessa urgência existencial.
Gostava que se percebesse que o seu discurso persistente, de que deixo aqui esparso registo, é assumidamente uma escrita e um pensamento ímpar, tem a beleza própria de quem força os limites do subtil e da profundidade. O cuidado posto em cada palavra, - diria que o Fernão era puro, sabia bem conciliar o espontâneo com a preocupação do rigor meticuloso, sem máscaras." (. . .)
Manuela Morais
segunda-feira, 2 de maio de 2016
domingo, 1 de maio de 2016
MÃE - Poema de MIGUEL TORGA
Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti - não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto - sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.
Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!
Miguel Torga, Diário IV
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Apresentação da Revista FÓRUM nº5
VI ENCONTRO COM ESCRITORES E JORNALISTAS GALAICO-PORTUGUESES
PROGRAMA
MONTALEGRE - 29 de abril de 2016
14h30 Ecomuseu
Apresentação da Revista Fórum n.º 5
In Memoriam Francisco Añón; Álvaro Carvalhal; Ramon Otero Pedrayo; Miguel Torga; Fernão de Magalhães Gonçalves; Bento da Cruz; Sampaio Marinho.
15h00 Inauguração da exposição Encontro de Encontros: Encontros do Fórum Galaico-Transmontano em Valpaços, Montalegre, Chaves, Verin e Boticas (2011-2015); e Encontros de Jornalistas e Escritores de Trás-os-Montes EJET (1981-1986).
15h30 Visita à exposição fotográfica do escritor Bento da Cruz (sócio honorário do FCT desde 11 de julho de 2012).
VILAR DE PERDIZES - 30 de abril de 2016
09h00 Missa em homenagem a António Cabral pelo 85.º aniversário do seu nascimento, e a outros escritores falecidos.
09h45 Receção no Centro Social e Paroquial
10h00 Sessão de abertura
Prof. Orlando Alves — Presidente da Câmara Municipal de Montalegre
10h15 Sessão cultural
Encontros de Escritores em Trás-os-Montes -- Padre António Lourenço Fontes
Caminhos de Santiago — Coronel Julio Alonso Miranda
11h40 “Bento da Cruz - A Imagem Viva” - documentário de António Chaves e Maria José Afonso.
12h15 Luta Galhofa - demonstração ao vivo pela Federação Portuguesa da Luta Galhofa
MONTALEGRE
13h30 Almoço na Casa da Avó Chiquinha
Queimada "irmandade galaico-transmontana" — Padre Lourenço Fontes
Momento de Fado: Vítor Vagaroso
17h30 Visita ao Ecomuseu
18h30 Entrega de certificados de participaçãoquarta-feira, 13 de abril de 2016
domingo, 10 de abril de 2016
Amor
"O amor é formado por uma única alma
habitando em dois corpos."
Aristóteles
"Ao toque do amor,
todas as pessoas
se tornam poetas."
Platão
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Apresentação de livros TARTARUGA
Quando as pessoas se harmonizam e vivem as
alegrias exuberantes das amizades, rodeadas
de livros e os corações são puros, - as Apresentações
são intensas e cúmplices!
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Cântico ao AMOR
O NOSSO AMOR
O nosso amor
acalma tempestades,
domina o vento,
os mares,
desafia as cristas das montanhas.
O sol continua a brilhar.
A nossa alma
é pura,
cristalina,
lusitana,
impressionante a nossa capacidade de amar.
Poema de Manuela Morais
Livro - Cântico ao AMOR
Capa - Desenho de Espiga Pinto
domingo, 27 de março de 2016
sexta-feira, 25 de março de 2016
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
SEXTA - FEIRA SANTA
As trevas caíram sobre a tarde meu amor
ensopados pelo sangue dos espinhos
os meus olhos procuraram sobre os montes
o perfil parado dos pinhais
dobrada sobre a terra
tu eras a torrente dos nossos serenos dias
estavas como uma rola abatida e eu cuspia ao ar
o vinagre e o fel que tu bebias
secaste as lágrimas no véu que ocultava a vergonha
do meu corpo
seguiste com o olhar o grito
e o eco do meu grito
a terra tremeu debaixo dos teus pés e fixaste
nos meus olhos empedrados
a noite que já mais uniria os nossos gestos.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro - ANDAMENTO
Capa - Nadir Afonso
sábado, 19 de março de 2016
sexta-feira, 18 de março de 2016
quinta-feira, 17 de março de 2016
segunda-feira, 14 de março de 2016
NICOLAU BREYNER e ESPIGA PINTO
À Memória de Nicolau Breyner
e Espiga Pinto
Episódio n.º6 Episódio 6 de 11 O convite foi feito e esta noite vão estar na nossa companhia:- Edite Estrela- Mestre Espiga Pinto - Escultor/ Pintor- Aurea - Cantora - See more at: http://www.rtp.pt/programa/tv/p28516/e6#sthash.uBlXcQSr.dpuf
* * * * * * *
Admiravam-se mutuamente, ambos alentejanos, com carreiras ímpares.
Tive o privilégio de conhecer o Nicolau com a sua Mulher Mafalda.
O Espiga foi convidado para "iluminar" o 6º Episódio do Programa "Show Nico". A Entrevista / Conversa foi absolutamente fascinante.
Ficámos Amigos. Recordo o Nicolau como um homem muito inteligente, carinhoso, simples (como devem ser todos os Seres excepcionais), de trato fácil, bem disposto, brincalhão, como um verdadeiro Irmão, em todos os sentidos da palavra.
Que o Divino o conduza. . .
Manuela Morais
VINICIUS DE MORAES
A coisa mais divina que há no mundo
é viver cada segundo
como nunca mais. . .
Vinicius de Moraes
domingo, 13 de março de 2016
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