sábado, 23 de maio de 2015
quinta-feira, 21 de maio de 2015
quarta-feira, 20 de maio de 2015
terça-feira, 19 de maio de 2015
domingo, 17 de maio de 2015
quarta-feira, 13 de maio de 2015
terça-feira, 12 de maio de 2015
sexta-feira, 8 de maio de 2015
sexta-feira, 24 de abril de 2015
domingo, 19 de abril de 2015
quinta-feira, 16 de abril de 2015
segunda-feira, 13 de abril de 2015
sexta-feira, 10 de abril de 2015
sexta-feira, 6 de março de 2015
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
NUNO DE FIGUEIREDO
NUNO DE FIGUEIREDO
CREPÚSCULO
Capa de ESPIGA
2014
PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
sábado, 13 de setembro de 2014
Prémios de Poesia - FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Prémios de Poesia
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
***
NUNO DE FIGUEIREDO
ANTÓNIO CABRAL
ANTÓNIO FORTUNA
CLÁUDIO LIMA
JOAQUIM DE BARROS FERREIRA
JOAQUIM DE BARROS FERREIRA
JOÃO DE DEUS RODRIGUES
sábado, 6 de setembro de 2014
NUNO DE FIGUEIREDO
CREPÚSCULO
*PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
2014
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES*
NUNO DE FIGUEIREDO
Capa de ESPIGA
Novidade
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
NUNO DE FIGUEIREDO
DECADÊNCIA ANUNCIADA
Chegámos ao sítio da ternura, uma terra
assolada pela devastação: tudo fala em declínio
pela voz das aves neste curto país onde agoniza o
estilhaçado coração. Pintamos flores nos olhos
regamos nos dedos cravos, margaridas
e um girassol na fronte ilumina o desastre.
Mas chegámos, é o país da voz melodiosa
do veludo na língua, a nossa vocação consiste
em desenhar as palavras cativas do futuro.
É a árvore frondosa da melancolia: há a sombra
e os pássaros e a maldade das rugas
em cada fruto. Esta é a margem estreitíssima
da alegria onde as estrelas se cruzam
com as lágrimas. Este é o recanto súbito
da vida onde a ternura se apaga se a privamos
das chispas seminais do nosso lume.
Chegámos ao quintal onde a amargura
algumas vezes se rende já exausta e deixa em
seu lugar uma ilusão: o insano ventre da utopia
capaz de transformar o declínio da ternura
numa pátria vergada ao coração.
CREPÚSCULO
* PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES *
NUNO DE FIGUEIREDO
Capa - ESPIGA
Novidade
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
CONCEIÇÃO ROSA
3
O TEMPO NÃO É UMA ANESTESIA
A vida teimava em continuar. Todos os dias o sol acordava, as árvores continuavam crescendo, o mundo continuava a existir. Só Edmundina cada vez mais perdia a vontade de continuar a sentir. A sua casa tornou-se no seu castelo. Dentro daquelas paredes, olhando as recordações, revivia um doce passado. Respirava a meio tempo, vivia na fantasia de tudo ter sido um engano, um terrível pesadelo, troca de informação, análise incorrecta provocada por ruído no canal da comunicação. Não atendia o telefone. Não abria a porta. Não estava. Não existia.
O encontro com Dr. Alberto seria daí a dois dias. Queriam que fosse. Não podia deixar de ir. Desta vez não iria só, Demétrio Temquesever, seu marido, acompanhá-la-ia. Ele, que sempre tentava fugir aos encontros penosos, que não deixava de trabalhar para que o seu espírito estivesse voltado para fora, ocupado a anestesiar o seu dentro, não se escaparia desta árdua missão. (. . .)
CONCEIÇÃO ROSA
A ASA PARTIDA
Capa e Prefácio de CARLOS AURÉLIO
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