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domingo, 19 de abril de 2015
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sexta-feira, 6 de março de 2015
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
NUNO DE FIGUEIREDO
NUNO DE FIGUEIREDO
CREPÚSCULO
Capa de ESPIGA
2014
PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
sábado, 13 de setembro de 2014
Prémios de Poesia - FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Prémios de Poesia
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
***
NUNO DE FIGUEIREDO
ANTÓNIO CABRAL
ANTÓNIO FORTUNA
CLÁUDIO LIMA
JOAQUIM DE BARROS FERREIRA
JOAQUIM DE BARROS FERREIRA
JOÃO DE DEUS RODRIGUES
sábado, 6 de setembro de 2014
NUNO DE FIGUEIREDO
CREPÚSCULO
*PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
2014
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES*
NUNO DE FIGUEIREDO
Capa de ESPIGA
Novidade
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
NUNO DE FIGUEIREDO
DECADÊNCIA ANUNCIADA
Chegámos ao sítio da ternura, uma terra
assolada pela devastação: tudo fala em declínio
pela voz das aves neste curto país onde agoniza o
estilhaçado coração. Pintamos flores nos olhos
regamos nos dedos cravos, margaridas
e um girassol na fronte ilumina o desastre.
Mas chegámos, é o país da voz melodiosa
do veludo na língua, a nossa vocação consiste
em desenhar as palavras cativas do futuro.
É a árvore frondosa da melancolia: há a sombra
e os pássaros e a maldade das rugas
em cada fruto. Esta é a margem estreitíssima
da alegria onde as estrelas se cruzam
com as lágrimas. Este é o recanto súbito
da vida onde a ternura se apaga se a privamos
das chispas seminais do nosso lume.
Chegámos ao quintal onde a amargura
algumas vezes se rende já exausta e deixa em
seu lugar uma ilusão: o insano ventre da utopia
capaz de transformar o declínio da ternura
numa pátria vergada ao coração.
CREPÚSCULO
* PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES *
NUNO DE FIGUEIREDO
Capa - ESPIGA
Novidade
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
CONCEIÇÃO ROSA
3
O TEMPO NÃO É UMA ANESTESIA
A vida teimava em continuar. Todos os dias o sol acordava, as árvores continuavam crescendo, o mundo continuava a existir. Só Edmundina cada vez mais perdia a vontade de continuar a sentir. A sua casa tornou-se no seu castelo. Dentro daquelas paredes, olhando as recordações, revivia um doce passado. Respirava a meio tempo, vivia na fantasia de tudo ter sido um engano, um terrível pesadelo, troca de informação, análise incorrecta provocada por ruído no canal da comunicação. Não atendia o telefone. Não abria a porta. Não estava. Não existia.
O encontro com Dr. Alberto seria daí a dois dias. Queriam que fosse. Não podia deixar de ir. Desta vez não iria só, Demétrio Temquesever, seu marido, acompanhá-la-ia. Ele, que sempre tentava fugir aos encontros penosos, que não deixava de trabalhar para que o seu espírito estivesse voltado para fora, ocupado a anestesiar o seu dentro, não se escaparia desta árdua missão. (. . .)
CONCEIÇÃO ROSA
A ASA PARTIDA
Capa e Prefácio de CARLOS AURÉLIO
terça-feira, 29 de julho de 2014
JOSÉ RODRIGUES DIAS
SÁBIO
Aqui chegado,
Sábio deves ser,
Sábio tens que ser,
Que são muitas as batalhas
E as batalhas deixam muito saber,
Também muito sofrer,
Que é amargo, bem amargo
O sabor de certo saber.
JOSÉ RODRIGUES DIAS
BRAÇOS ABRAÇADOS
Capa - ESPIGA
terça-feira, 22 de julho de 2014
MARIANA DE BRITO
AS MEIAS
Os dias sucediam-se naquela modorrice de Verão, sem que nada de especial acontecesse. E os temas das conversas de um grupo de homens que estavam sentados nos bancos do Rossio, daquela vila, surgiam segundo a vontade dos intervenientes, apesar de alguns deles serem constantes:
- Este ano vai haver uma boa pancada de pão. . . ó lá se vai. . . E os favais, apesar das geadas, este ano foram um regalo. . . agora, com este calor, o pior são os fogos, lembram-se do ano passado? Nunca houve uma desgraça assim! . . .
Outro tema favorito era constituído pelas estórias incríveis que os bois do Chico Vilela provocaram, desde as mais trágicas, para quem ficasse estropiado para o resto da vida, por ter levado umas cornadas, até às mais hilariantes, que nem pareciam deste mundo!
(. . .)
(. . .)
MARIANA DE BRITO
ALENTEJO DE LONGE
Capa de ESPIGA
quarta-feira, 16 de julho de 2014
sexta-feira, 11 de julho de 2014
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Um dia saberemos meu amor quando
os elos do tempo já quebrados
como nas linhas das mãos os nossos dias
eram fios cruzados
águas desiguais no mesmo leito
de um rio
a mesma cor as unia
e um barco que nunca partiu
ancorado no meio
as dividia
um dia saberemos meu amor que
nestas palavras escritas
se muda para sempre a
minha boca
das que nunca foram ditas.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro MEMÓRIA IMPERFEITA
terça-feira, 8 de julho de 2014
ANTÓNIO FORTUNA
(. . .)
Chegados a este ponto, convém clarificar que escrevo, caso algum sentido tenha. É claro que este livro nada tem a ver com a sublime obra de José Saramago, "O ano da morte de Ricardo Reis". Poderá haver pequenas similitudes em relação ao enredo, mas nada em relação ao conteúdo. Saramago trouxe Ricardo Reis, heterónimo de Fernando Pessoa, do Brasil para Lisboa, local de onde Pessoa raramente saía. Apesar de Reis ser solteiro, deixou-se comandar pela sua condição humana, aconchegando-se à camareira do hotel onde se hospedou e, mesmo após ter ido viver para local privilegiado de onde vislumbrava a cidade, sobretudo o jardim onde os idosos passavam os dias, continuou a dividir cobertores com ela.
(. . .)
O SÉTIMO SENTIDO
ANTÓNIO FORTUNA
Capa de ESPIGA
quinta-feira, 3 de julho de 2014
PEDRO SINDE
(. . .)
Estes textos giram em torno de alguns dos nossos poetas e filósofos mais importantes, mas que o título não se preste ao equívoco: "sete sábios portugueses" e não "os sete sábios portugueses"; nem sequer por se poder pensar que os autores aqui aludidos sejam mais do que outros não referenciados, como é o caso de Dalila Pereira da Costa, sobre quem escrevo presentemente um breve opúsculo, em torno da sua experiência mística.
Antes de passar ao conteúdo do livro, gostaria de deixar uma nota sobre o contexto em que ele vem a situar-se: a escola da filosofia portuguesa.
(. . .)
(. . .)
SETE SÁBIOS PORTUGUESES
PEDRO SINDE
Capa de ESPIGA
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Pensamento
"A força motriz mais poderosa que o vapor,
a electricidade e a energia atómica, - é a vontade".
Albert Einstein
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