quarta-feira, 14 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Hoje é o quarto dia de viagem. Está um belo dia azul e é domingo. O sol faz brilhar os canos brancos das corrediças deste navio que transporta para a guerra mais de mil e quinhentos homens. Mas não se fala de guerra. No bar, ao balcão e nos sofás, pequenos grupos de jovens oficiais milicianos conversam e bebem. Centenas de rapazes, mobilizados de todos os regimentos, podem agora reencontrar-se após a separação que sucedeu aos primeiros tempos de incorporação.
- Um poker para o Martini?, disse o Vasco.
Jogamos sem vontade.
- Dois Martinis, disse eu para o empregado do bar.
- É demasiado cedo para beber, disse o Vasco.
Ficámos ambos de rosto voltado para o rasto de espuma que o navio deixava através das águas e eu pensei como seria agradável ir lá fora respirar o ar puro.
(. . .)
ASSINALADOS - FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
ficou um poema no teu rosto a
mão cheia de amoras amêndoas e
morangos no teu colo dobrado cinco
pétalas de malmequer no chão cinco
dedos da mão cinco
sílabas do poema inacabado
veste a memória de luz os
nossos corpos nus e na
água nocturna do teu nome dilui o
desejo a cor do lume
ficou um poema no teu rosto que
eu não lerei mais não
voltará a roseira do
teu corpo a dar
rosas iguais
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - ANTOLOGIA POÉTICA
mão cheia de amoras amêndoas e
morangos no teu colo dobrado cinco
pétalas de malmequer no chão cinco
dedos da mão cinco
sílabas do poema inacabado
veste a memória de luz os
nossos corpos nus e na
água nocturna do teu nome dilui o
desejo a cor do lume
ficou um poema no teu rosto que
eu não lerei mais não
voltará a roseira do
teu corpo a dar
rosas iguais
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - ANTOLOGIA POÉTICA
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
PRÉMIO NACIONAL DE POESIA - FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
2007 - ANTÓNIO CABRAL
2008 - CLÁUDIO LIMA
2009 - JOAQUIM DE BARROS FERREIRA
2010 - ANTÓNIO FORTUNA
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Sidónia tinha, portanto, atrás de si um passado sepultado num profundo esquecimento legendário. E a arca dessa herança mítica submersa, que da casa do Prior passara para o convento, era guardada como o norte e único vínculo imaginável da sua solidão.
Sidónia é hoje um burgo antigo coroado de moinhos de vento e de terraços caiados, que todos os dias amanhece enterrado no nevoeiro. Os proprietários das imensas faldas circundantes, vestidas de vinhedos e olivais, vivem na cidade; os caseiros e os desempregados, os velhos e as mulheres doentes entregam-se ao tempo, pendurados nas varandas, de pensamento em pensamento, a jogar e a beber aguardente. Sidónia está situada no fundo de um vale, voltada a nascente, sob um promontório empinado de fraguedos despedaçados.
(. . .)
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - ASSINALADOS
sábado, 26 de setembro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
sábado, 19 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
hoje nada te prometo
neste poema concreto vai
apenas um beijo o
desejo de
contigo correr entre os silvedos
colher amoras contar
com os dedos pelos
grãos de areia os anos a que faltam horas
horas guardadas nestas
conchas dobradas flores das
areias que
tens nas mãos cheias
fechadas
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
neste poema concreto vai
apenas um beijo o
desejo de
contigo correr entre os silvedos
colher amoras contar
com os dedos pelos
grãos de areia os anos a que faltam horas
horas guardadas nestas
conchas dobradas flores das
areias que
tens nas mãos cheias
fechadas
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

Cláudio Lima e Fernão de Magalhães Gonçalves, em Luanda, em 1969.
Amigos desde os dez anos de idade.
Fernão de Magalhães Gonçalves considerava Cláudio Lima como um Irmão. Era o Irmão que nunca teve. Partilhava com ele a amizade fraterna e as inquietações intelectuais. Só "almas superiores" elevam a esse nível a universalidade e a indestrutibilidade desses laços sagrados. Fernão e Cláudio eram, sem dúvida, Seres pensadores, com luminosidade absoluta, estrelas de primeira grandeza (inteligentes, trabalhadores, brilhantes . . .).
Fotografia de Cláudio Lima.
Legenda de Manuela Morais.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
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