segunda-feira, 29 de abril de 2019
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
hoje nada te prometo
neste poema concreto vai
apenas um beijo o
desejo de
contigo correr entre os silvedos
colher amoras contar
com os dedos pelos
grãos de areia os anos a que faltam horas
horas guardadas nestas
conchas dobradas flores das
areias que
tens nas mãos cheias
fechadas
Granada, 28 de Abril de 1986
Fernão
domingo, 28 de abril de 2019
sábado, 20 de abril de 2019
sexta-feira, 19 de abril de 2019
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
SEXTA-FEIRA SANTA
As trevas caíram sobre a tarde meu amor
ensopados pelo sangue dos espinhos
os meus olhos procuraram sobre os montes
o perfil parado dos pinhais
dobrada sobre a terra
tu eras a torrente dos nossos serenos dias
estavas como uma rola abatida e eu cuspia ao ar
o vinagre e o fel que tu bebias
secaste as lágrimas no véu que ocultava a vergonha
do meu corpo
seguiste com o olhar o grito
e o eco do meu grito
a terra tremeu debaixo dos teus pés e fixaste
nos meus olhos empedrados
a noite que já mais uniria os nossos gestos.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro - ANDAMENTO
Capa - NADIR AFONSO
terça-feira, 16 de abril de 2019
quinta-feira, 11 de abril de 2019
quarta-feira, 10 de abril de 2019
domingo, 7 de abril de 2019
sábado, 6 de abril de 2019
quinta-feira, 4 de abril de 2019
terça-feira, 2 de abril de 2019
segunda-feira, 1 de abril de 2019
sábado, 30 de março de 2019
sexta-feira, 22 de março de 2019
quarta-feira, 20 de março de 2019
terça-feira, 19 de março de 2019
Dia do PAI
À memória de meu PAI
Meu Pai
com o seu rigor,
transmitia muita doçura
no olhar.
Era emotivo,
coração terno, fraterno,
sem igual.
Defensor da igualdade,
dos direitos humanos,
dos desprotegidos. . .
E assim o recordo
com sentido único
de justiça, seriedade,
trabalho e lealdade.
Recordo-o
com saudade,
amor,
vontade de o abraçar,
dar-lhe o último beijo,
mostrar-lhe o reconhecimento
da vida que me deu
iluminada pela verdade.
Manuela Morais
segunda-feira, 18 de março de 2019
sábado, 16 de março de 2019
À memória de José Manuel ESPIGA Pinto
BORDEI O TEU NOME
Bordei
a fio de ouro
teu nome
no meu coração.
Caminho na noite. . .
na escuridão,
as estrelas não brilham,
tudo é desilusão.
Lágrimas,
vazio atormentado,
saudade,
dor,
perder o elo sagrado,
o coração
dilacerado.
Poema de Manuela Morais
Livro - Depois do AMOR, pág. 23
sexta-feira, 15 de março de 2019
quinta-feira, 14 de março de 2019
quarta-feira, 13 de março de 2019
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