quarta-feira, 26 de setembro de 2018
domingo, 23 de setembro de 2018
domingo, 16 de setembro de 2018
sábado, 15 de setembro de 2018
Fernão de Magalhães Gonçalves
talvez no instante claro em que o meu corpo no
teu corpo cortava a
ondulação litoral do teu colo este
naufrágio tenha
diluído o teu líquido olhar na espuma e
nas areias
vinha do sul com o motim dos
dedos de fogo que o suor não
apagava em
aroma desfeitos e em
saliva na
nossa pele deslizavam as palavras até ao
voo rouco da
tua respiração tranquila
era o tempo do júbilo da seiva que
subia do meu ao teu olhar sereno quando a
minha boca nos teus seios duros sentia que o
teu púbis cheirava a musgo e feno e sabia a
damascos maduros
Poema de Fernão de Magalhães Gonçalves
Livro - Antologia Poética, pág. 25
Capa e Desenhos de Tiago Manuel
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
terça-feira, 11 de setembro de 2018
Fernão de Magalhães Gonçalves
SNOWBIRD
caminho que acaba aqui
em ti
e em mim.
no seu fim
no seu começo
(ainda não parti
e já regresso)
mas nada volta ao lugar
que nunca teve.
instante de um olhar
só ele traçou
um caminho tão breve.
brilho de luz na neve
que uma sombra de ave
apagou.
Poema de Fernão de Magalhães Gonçalves
Livro - Andamento, pág. 29
Capa de Nadir Afonso
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
Fernão de Magalhães Gonçalves
SETEMBRO
e tu que conheces o reino silencioso
das formas e dos gestos
serenamente a ti regressas da perplexidade
e sobre a areia lisa te deitas e recolhes
com as mãos postas
e os olhos rasos de esquecimento
Poema de Fernão de Magalhães Gonçalves
Livro - Andamento, pág.13
Capa de Nadir Afonso
sábado, 1 de setembro de 2018
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
domingo, 26 de agosto de 2018
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
domingo, 19 de agosto de 2018
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
domingo, 12 de agosto de 2018
sábado, 11 de agosto de 2018
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
TEMPO DO TEMPO
Não caibo neste instante nesta hora
neste dia.
Nos meus olhos montes e pinhais.
Aí me aguarda e demora
cada palavra que repetiria
aos gestos iguais.
Longe respira o mar.
Nas ondas uma a uma
a rósea pele do sol a espada nua do luar
crinas e
narinas
de rochedos de quilhas e de espuma.
Pó de caminhos maratonas e viagens
a minha história
não cabe na minha memória
transborda como um rio para as margens.
Os dedos enclavinhados na guitarra
cada vibração
em puxão
de amarra.
Parte-se-me nas artérias toda a melodia
da vida.
Igual e repetida
nenhum sentido a guia.
Poema de Fernão de Magalhães Gonçalves
Livro - Andamento, pág. 30
Capa de Nadir Afonso
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
segunda-feira, 30 de julho de 2018
sábado, 28 de julho de 2018
Pensamento
"Sê humilde para evitar o orgulho, mas voa alto para alcançar a sabedoria."
Santo Agostinho
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