quarta-feira, 29 de agosto de 2018

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

domingo, 12 de agosto de 2018

Hoje, dia 12 de Agosto, Aniversário de MIGUEL TORGA.

Fotografia de Manuela Morais

Fernão de Magalhães Gonçalves
e
Clara Rocha,

filha de

MIGUEL TORGA.




quinta-feira, 2 de agosto de 2018

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES





TEMPO DO TEMPO


Não caibo neste instante nesta hora
neste dia.
Nos meus olhos montes e pinhais.
Aí me aguarda e demora
cada palavra que repetiria
aos gestos iguais.


Longe respira o mar.
Nas ondas uma a uma
a rósea pele do sol a espada nua do luar
crinas e
narinas
de rochedos de quilhas e de espuma.


Pó de caminhos maratonas e viagens
a minha história
não cabe na minha memória
transborda como um rio para as margens.


Os dedos enclavinhados na guitarra
cada vibração
em puxão
de amarra.
Parte-se-me nas artérias toda a melodia
da vida.
Igual e repetida
nenhum sentido a guia.


Poema de Fernão de Magalhães Gonçalves
Livro - Andamento, pág. 30
Capa de Nadir Afonso



segunda-feira, 30 de julho de 2018

Pensamento






"A simplicidade é o último degrau da sabedoria!"

Khalil Gibran


sábado, 28 de julho de 2018

Pensamento





"Sê humilde para evitar o orgulho, mas voa alto para alcançar a sabedoria."

Santo Agostinho


quinta-feira, 26 de julho de 2018

Pensamento








"A alegria não está nas coisas, está em nós."

                                                         Goethe


quinta-feira, 19 de julho de 2018

segunda-feira, 16 de julho de 2018

sábado, 14 de julho de 2018

Pensamento





"A literatura é um assunto sério para um país, pois é
afinal de contas o seu rosto."

Louis Aragon


quinta-feira, 12 de julho de 2018

Pensamento








"Os livros são amigos que nunca nos decepcionam."

Thomas Carlyle


segunda-feira, 9 de julho de 2018

Fernão de Magalhães Gonçalves








QUINZE DIAS DEPOIS




                   (para a Nela)




no entanto os rios continuaram
braços azuis cheios de horas redondas e de argolas.


a barba dos homens continuou crescendo
durante a noite ela cresce por debaixo da luz
entre as unhas e a lua.


ah minha companheira a brecha no muro a
boca redonda por onde se ouvem os
insectos cantando nos relógios. o
mesmo vento suão de sempre. a janela vazia. a
cinza acumulada sobre os horizontes.


era morte a palavra. frio. nunca
mais a última palavra.
no entanto os rios continuaram
bebendo os pássaros os ramos dos negrilhos.


era morte a palavra.
o medo a sua estrada. os rios continuaram
por onde ela não passa.


Poema de Fernão de Magalhães Gonçalves
Livro - Andamento, pág. 34
Capa de Nadir Afonso