quarta-feira, 29 de agosto de 2018
domingo, 26 de agosto de 2018
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
domingo, 19 de agosto de 2018
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
domingo, 12 de agosto de 2018
sábado, 11 de agosto de 2018
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
TEMPO DO TEMPO
Não caibo neste instante nesta hora
neste dia.
Nos meus olhos montes e pinhais.
Aí me aguarda e demora
cada palavra que repetiria
aos gestos iguais.
Longe respira o mar.
Nas ondas uma a uma
a rósea pele do sol a espada nua do luar
crinas e
narinas
de rochedos de quilhas e de espuma.
Pó de caminhos maratonas e viagens
a minha história
não cabe na minha memória
transborda como um rio para as margens.
Os dedos enclavinhados na guitarra
cada vibração
em puxão
de amarra.
Parte-se-me nas artérias toda a melodia
da vida.
Igual e repetida
nenhum sentido a guia.
Poema de Fernão de Magalhães Gonçalves
Livro - Andamento, pág. 30
Capa de Nadir Afonso
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
segunda-feira, 30 de julho de 2018
sábado, 28 de julho de 2018
Pensamento
"Sê humilde para evitar o orgulho, mas voa alto para alcançar a sabedoria."
Santo Agostinho
sexta-feira, 27 de julho de 2018
quinta-feira, 26 de julho de 2018
sábado, 21 de julho de 2018
quinta-feira, 19 de julho de 2018
segunda-feira, 16 de julho de 2018
sábado, 14 de julho de 2018
Pensamento
"A literatura é um assunto sério para um país, pois é
afinal de contas o seu rosto."
Louis Aragon
quinta-feira, 12 de julho de 2018
segunda-feira, 9 de julho de 2018
Fernão de Magalhães Gonçalves
QUINZE DIAS DEPOIS
(para a Nela)
no entanto os rios continuaram
braços azuis cheios de horas redondas e de argolas.
a barba dos homens continuou crescendo
durante a noite ela cresce por debaixo da luz
entre as unhas e a lua.
ah minha companheira a brecha no muro a
boca redonda por onde se ouvem os
insectos cantando nos relógios. o
mesmo vento suão de sempre. a janela vazia. a
cinza acumulada sobre os horizontes.
era morte a palavra. frio. nunca
mais a última palavra.
no entanto os rios continuaram
bebendo os pássaros os ramos dos negrilhos.
era morte a palavra.
o medo a sua estrada. os rios continuaram
por onde ela não passa.
Poema de Fernão de Magalhães Gonçalves
Livro - Andamento, pág. 34
Capa de Nadir Afonso
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