quinta-feira, 14 de junho de 2018
domingo, 10 de junho de 2018
Dia de PORTUGAL
Dia de PORTUGAL
Portugueses rasgam terra e mares,
Oceanos,
Rota de navegadores,
Tauromáquicos,
Unem poetas e sábios,
Grandes cientistas, filósofos e mágicos,
Amam sem medida possível,
Livres, percorrem o mundo e os astros.
Manuela Morais
sexta-feira, 8 de junho de 2018
Fernão de Magalhães Gonçalves
ficou um poema no teu rosto a
mão cheia de amoras amêndoas e
morangos no teu colo dobrado cinco
pétalas de malmequer no chão cinco
dedos da mão cinco
sílabas do poema inacabado
veste a memória de luz os
nossos corpos nus e na
água nocturna do teu nome dilui o
desejo a cor do lume
ficou um poema no teu rosto que
eu não lerei mais não
voltará a roseira do
teu corpo a dar
rosas iguais
Poema de Fernão de Magalhães Gonçalves
Livro - Júbilo da Seiva
quarta-feira, 6 de junho de 2018
Fernão de Magalhães Gonçalves
OH LES BEAUX JOURS
oh os belos dias fechados
(por detrás do futuro meu amor
estava este momento)
Poema de Fernão de Magalhães Gonçalves
Livro - Andamento, pág. 12
Capa de Nadir Afonso
terça-feira, 5 de junho de 2018
Fernão de Magalhães Gonçalves
Hoje é o quarto dia de viagem. Está um belo dia azul e é domingo. O sol faz brilhar os canos brancos das corrediças deste navio que transporta para a guerra mais de mil e quinhentos homens. Mas não se fala de guerra. No bar, ao balcão e nos sofás, pequenos grupos de jovens oficiais milicianos conversam e bebem. Centenas de rapazes, mobilizados de todos os regimentos, podem agora reencontrar-se após a separação que sucedeu aos primeiros tempos de incorporação.
- Um poker para o Martini?, disse o Vasco.
Jogamos sem vontade.
- Dois Matinis, disse eu para o empregado do bar.
- É demasiado cedo para beber, disse o Vasco.
Ficámos ambos de rosto voltado para o rasto de espuma que o navio deixava através das águas e eu pensei como seria agradável ir lá fora respirar o ar puro.
Saímos para o portaló. O capelão prosseguia a homilia. O vento impelia-lhe a casula verde para o ar e uma multidão de soldados sentados no porão da proa, nas baleeiras, nas corrediças e nos tampos dos porões, assistiam em silêncio. (. . .)
Fernão de Magalhães Gonçalves
Livro - Assinalados, pág. 15
Capa de Espírito Santo Esteves
segunda-feira, 4 de junho de 2018
Fernão de Magalhães Gonçalves
hoje nada te prometo
neste poema concreto vai
apenas um beijo o
desejo de
contigo correr entre os silvedos
colher amoras contar
com os dedos pelos
grãos de areia os anos a que faltam horas
horas guardadas nestas
conchas dobradas flores das
areias que
tens nas mãos cheias
fechadas
Poema de Fernão de Magalhães Gonçalves
Livro - Júbilo da Seiva
Capa - Espírito Santo Esteves
domingo, 3 de junho de 2018
Pensamento
"A memória é o essencial, visto que a literatura está feita de sonhos e os sonhos fazem-se combinando recordações."
Jorge Luís Borges
quarta-feira, 30 de maio de 2018
segunda-feira, 28 de maio de 2018
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
SETEMBRO
e tu que conheces o reino silencioso
das formas e dos gestos
serenamente a ti regressas da perplexidade
e sobre a areia lisa te deitas e recolhes
com as mãos postas
e os olhos rasos de esquecimento
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro - ANDAMENTO
Capa de NADIR AFONSO
terça-feira, 22 de maio de 2018
segunda-feira, 21 de maio de 2018
quinta-feira, 17 de maio de 2018
quarta-feira, 16 de maio de 2018
domingo, 13 de maio de 2018
sábado, 12 de maio de 2018
domingo, 6 de maio de 2018
segunda-feira, 30 de abril de 2018
Pensamento
“Acorde cada manhã com determinação se pretende ir para a cama com satisfação.”
George Lorimer
quarta-feira, 25 de abril de 2018
A Turista de Abril
A TURISTA DE ABRIL
Era ela.
ia em camisa descalça
e ninguém mais a sentiu.
não olhava
nem levava nada
era ela
partiu de madrugada.
andou por aí estes dias
cabisbaixa e calada.
trazia
pão num saco
e pedia
cenouras e laranjas no mercado.
como tinha um buraco no vestido e
não se penteava diziam
que era turista
ou artista do Reino Unido
não sabiam.
tinha na boca o lume inumerável de uma papoula
da Turquia ou da Tailândia
e nos dentes toda a neve da Sibéria ou da Finlândia.
ao pisar era crioula
e no bronze dos ombros
menina
latina
ou africana.
flor de tremoço da Califórnia seus olhos de Hera
e a cigana
de Granada
ali à espera
ao ler-lhe a sina
não leu nada.
andava meio nua
deu aos ombros ao polícia
que nem lhe arrancou o nome.
- "deitas as cascas na rua
vai à merda"
disse o guarda
"mata a fome
mas não sujes a cidade
a multa são dois mil paus
que puta de liberdade".
era ela.
dormia nos
degraus das primeiras escadas que
alguém lhe consentia.
era ela.
- "já foi à fava"
disse o guarda que a via
da janela
para os botões da farda.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro - MEMÓRIA IMPERFEITA
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13:20 (Há 21 minutos)
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Grato,
Jorge Lage
quarta-feira, 11 de abril de 2018
sexta-feira, 6 de abril de 2018
Fernão de Magalhães Gonçalves
ALHAMBRA
Este é o lugar do nosso íntimo regresso
aqui tínhamos vivido antes das
palavras usadas e das emoções perplexas
nestas puras águas banhámos o suor
do primeiro prazer
com bálsamos de ervas e de flores
despertámos a alegria adormecida na
monotonia do corpo melodioso
por estes pátios nos passeámos entre
laranjeiras e ciprestes de rosas coroados
esta é a profecia minuciosa que
nos trouxe do deserto
o paraíso desde sempre anunciado
nos olhos que as estrelas enganavam
aqui está a chave da
pureza das imagens destruídas.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro - MEMÓRIA IMPERFEITA
domingo, 1 de abril de 2018
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