quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

PATIO DE LOS LEONES (GRANADA)

Passariam um dia as nossas vidas sob
estes arcos de filigrana abstracta e minuciosa
momento a momento anunciada cada
breve emoção estava prevista

um cavalo passa na memória do
quotidiano que aqui decorreu seguiremos
até ao pátio do encantador de serpentes a
sua flauta a infância nos acorda na inconsciência

era uma vez uma fada que daqui partiu de
cabelos dourados e
aqui viemos ver se eram realidade os
seus leões alados e
se o amor que os contou e a
fé que os escutou eram verdade.

Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Livro MEMÓRIA IMPERFEITA

domingo, 13 de fevereiro de 2011

ANTÓNIO JORGE RIBEIRO

( . . .)
As preocupações de Camilo, durante a perseguição e julgamento que o levam à prisão, estão entre salvar a pele do degredo em África e assegurar a defesa da amante Ana Plácido. O crime de adultério era punido de modo diferente ao homem e à mulher e mesmo a prova era diferente.
Para ajudar à condenação de Ana Plácido, apareceram várias testemunhas do concubinato.
Para Camilo "somente são admissíveis contra o co-Réu adúltero as provas do flagrante delito, ou as provas resultantes de cartas ou outros documentos escritos por ele".
O marido enganado, capitalista Pinheiro Alves, atribui ao ano de 1859 o início das relações adulterinas com vidas conjuntas, tanto no Porto e S. João da Foz, como em Lisboa. Ana fora "teúda e manteúda, na mesma casa, com o maior escândalo, descaramento e publicidade", acusa o atraiçoado brasileiro.

Título - CAMILO CASTELO BRANCO EM SANTO TIRSO
Autor - ANTÓNIO JORGE RIBEIRO
Prefácio - MARIA BELÉM RIBEIRO
Capa - ESPIGA PINTO

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

CAMILO CASTELO BRANCO EM SANTO TIRSO

Apresentação do Livro CAMILO CASTELO BRANCO EM SANTO TIRSO, de ANTÓNIO JORGE RIBEIRO, aconteceu no passado dia 27 de Janeiro, na JUNTA DE FREGUESIA de SANTO TIRSO.
Foi um verdadeiro acontecimento cultural . . .

CAMILO CASTELO BRANCO EM SANTO TIRSO


António Jorge Ribeiro (autor do livro) e Espiga Pinto (autor da capa).
CAMILO CASTELO BRANCO EM SANTO TIRSO

CAMILO CASTELO BRANCO EM SANTO TIRSO

Autor do Livro e autor da capa.

CAMILO CASTELO BRANCO EM SANTO TIRSO

ANTÓNIO JORGE RIBEIRO enriqueceu o "mundo camiliano" com este belo livro.
Um momento de autografar . . .

CAMILO CASTELO BRANCO EM SANTO TIRSO


SANTO TIRSO festejou generosamente a Apresentação do livro CAMILO CASTELO BRANCO EM SANTO TIRSO.

CAMILO CASTELO BRANCO EM SANTO TIRSO

O Autor autografa . . .

CAMILO CASTELO BRANCO EM SANTO TIRSO


A Apresentação do livro CAMILO CASTELO BRANCO EM SANTO TIRSO, de ANTÓNIO JORGE RIBEIRO foi, sem dúvida, um acontecimento grandioso. As instalações da JUNTA DE FREGUESIA foram pequenas para tanta emoção!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

ANTÓNIO JORGE RIBEIRO

ANTÓNIO JORGE RIBEIRO - CAMILO CASTELO BRANCO EM SANTO TIRSO
Capa - ESPIGA PINTO

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

MANUELA MORAIS

MANUELA MORAIS - A TARTARUGA SONHADORA
Capa e desenhos - ESPIGA PINTO

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

MANUELA MORAIS

MANUELA MORAIS - TRÊS RIOS ABRAÇAM O CORAÇÃO
Capa - ESPIGA PINTO

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

ficou um poema no teu rosto a
mão cheia de amoras amêndoas e
morangos no teu colo dobrado cinco
pétalas de malmequer no chão cinco
dedos da mão cinco
sílabas do poema inacabado

veste a memória de luz os
nossos corpos nus e na
água nocturna do teu nome dilui o
desejo a cor do lume

ficou um poema no teu rosto que
eu não lerei mais não
voltará a roseira do
teu corpo a dar
rosas iguais

Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro JÚBILO DA SEIVA

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

PORCA DE MURÇA


duraremos
a eternidade circular
da sua forma ambígua e
tumular

deusa-mãe do
terror que a fé na pedra copiou
e que o musgo do tempo disfarçou

a nossa condição é o seu rito
criaturas geradas
das suas entranhas geladas
de granito

Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro ANDAMENTO

Capa - NADIR AFONSO

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES

hoje nada te prometo

neste poema concreto vai
apenas um beijo o
desejo de
contigo correr entre os silvedos
colher amoras contar
com os dedos pelos
grãos de areia os anos a que faltam horas

horas guardadas nestas
conchas dobradas flores das
areias que
tens nas mãos cheias
fechadas

Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro JÚBILO DA SEIVA

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

domingo, 2 de janeiro de 2011

JOSÉ RODRIGUES DIAS

Luz no Oriente

Observo atento a Luz no Oriente, expectante,
Onde aparece uma Luz de Menino nascido,
Renascido pela força da Estrela Flamejante!
Saboreio nela a sabedoria dos que já partiram,
Sinto a beleza dos sorrisos que nos deixaram
E a ternura dos pequeninos que nos chegaram.

Volto a olhar em ti o simples, o puro e o belo
E fico em profunda Paz contigo, em puro elo,
E em mim fica o fluir do teu incontido sorrir,
Amor comungado em cadeia de união contigo,
Meu bom Irmão, meu sincero e bom Amigo!

Évora, 2010-12-24
J. Rodrigues Dias

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

JOSÉ RODRIGUES DIAS

NATAL

Olho as colheitas alegres cantadas
Nos fogos do solstício de S. João Baptista
E sinto ceifas tristes choradas
Até ao equinócio húmido das sementeiras.
Passaram.

Ficaram já não as lágrimas de dor indignadas
Mas só os sorrisos libertos da esperança.
Ficaram flores plantadas nos horizontes abertos
Com água cristalina já sem sal regadas.
Ficaram frutos
E ficaram palavras e sementes perpetuadas
Pelo arado da Vida em sulco a germinar.

Ao desabrochar, nascendo, é absoluto o renascer e puro,
Neste solstício do princípio do Verbo de S. João Evangelista,
Em novo ciclo, em cadeia, do passado para o futuro,
Em degrau superior, de grau em grau,
Com outra visão, menos escuridão,
Mais luz,
Mais Irmão!
JOSÉ RODRIGUES DIAS - BRAÇOS ABRAÇADOS
Capa - ESPIGA PINTO

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

ANTÓNIO FORTUNA

SEMENTE DE POESIA

O Rio é a máquina do tempo
que corre para a nascente
de cada um. . .

Quem o vê diz que é dos deuses:
de Baco, de Dionísio,
de Hermes.
Diz que é das águias e das garças,
dos homens que o navegam,
das crianças que nele se banham,
dos pescadores que o rasgam.

Dizem que o Rio é um Éden
trabalhado pelo homem
que dele se fez dono e senhor.

Mas não! . . .

O Douro é teu, é meu, é nosso.
Não é só dos eruditos que o cantam.
É dos poetas-ladrões que tão bem o sentem e lavram
e encontram
em cada fenda
em cada palmo de terra
em cada gota de suor
em cada lágrima de dor
a semente da poesia.

ANTÓNIO FORTUNA - SONATA AO DOURO
PRÉMIO NACIONAL DE POESIA - 2010
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Prefácio - ANA PAULA FORTUNA
Capa - ESPIGA PINTO

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010