Capa ESPIGA PINTO
sábado, 5 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
ANTÓNIO FORTUNA
CONFORME FIZERES, ASSIM ACHARÁS
FRESCOS DA MEMÓRIA - ANTÓNIO FORTUNA
O fim do mês de Maio e o dia do Corpo de Deus aproximavam-se. O mesmo era dizer que os preparativos para a festa tinham que ser apressados.
As ruas começavam a ser enfeitadas, a igreja varrida e lavada, os andores eram limpos e restaurados.
O forno da aldeia não arrefecia as cinzas, pois os "pelótos" e o bolo podre tinham que adoçar o estômago e a alma, tanto às pessoas da terra como aos visitantes.
Tive visitas. Os meus pais, assim que uma doença o permitiu, percorreram os quase cento e oitenta quilómetros, bem medidos e sofridos, para me ver e, se calhar, cumprir alguma promessa ao Divino Espírito Santo. (. . . )
FRESCOS DA MEMÓRIA - ANTÓNIO FORTUNA
segunda-feira, 24 de maio de 2010
ANTÓNIO FORTUNA
BRUÇÓ, concelho de Mogadouro, local onde se desenrola a acção do livro.
Salienta-se o carinho com que a obra foi recebida pelos presentes.
Num acto inédito e por se tratar de um dia de festa, o Sr. Presidente da
Junta de Freguesia, Miguel Rito, brindou todos os habitantes de Bruçó,
mesmo em suas casas, com esta Apresentação, aproveitando a
instalação sonora.
Foto - PAULO FORTUNA
Foto - PAULO FORTUNA
domingo, 23 de maio de 2010
ANTÓNIO FORTUNA
BRUÇÓ festejou com muita emoção.
Abel Fortuna (autor das aguarelas), António Fortuna, Presidente da Junta de Freguesia e Paula Fortuna (apresentadora do livro).
Foto - Paulo Fortuna
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
PRÉMIO anual
para os autores da
TARTARUGA
quinta-feira, 20 de maio de 2010
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
PATIO DE LOS LEONES
Passariam um dia as nossas vidas sob
estes arcos de filigrana abstracta e minuciosa
momento a momento anunciava cada
breve emoção estava prevista
um cavalo passa na memória do
quotidiano que aqui decorreu seguiremos
até ao pátio do encantador de serpentes a
sua flauta a infância nos acorda na inconsciência
era uma vez uma fada que daqui partiu de
cabelos dourados e
aqui viemos ver se eram realidade os
seus leões alados e
se o amor que os contou e a
fé que os escutou eram verdade.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro MEMÓRIA IMPERFEITA
Passariam um dia as nossas vidas sob
estes arcos de filigrana abstracta e minuciosa
momento a momento anunciava cada
breve emoção estava prevista
um cavalo passa na memória do
quotidiano que aqui decorreu seguiremos
até ao pátio do encantador de serpentes a
sua flauta a infância nos acorda na inconsciência
era uma vez uma fada que daqui partiu de
cabelos dourados e
aqui viemos ver se eram realidade os
seus leões alados e
se o amor que os contou e a
fé que os escutou eram verdade.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro MEMÓRIA IMPERFEITA
terça-feira, 18 de maio de 2010
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
ALHAMBRA
Este é o lugar do nosso íntimo regresso
aqui tínhamos vivido antes das
palavras usadas e das emoções perplexas
nestas puras águas banhámos o suor
do primeiro prazer
com bálsamos de ervas e de flores
despertámos a alegria adormecida na
monotonia do corpo melodioso
por estes pátios nos passeámos entre
laranjeiras e ciprestes de rosas coroados
esta é a profecia minuciosa que
nos trouxe do deserto
o paraíso desde sempre anunciado
nos olhos que as estrelas enganavam
aqui está a chave da
pureza das imagens destruídas.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro MEMÓRIA IMPERFEITA
Este é o lugar do nosso íntimo regresso
aqui tínhamos vivido antes das
palavras usadas e das emoções perplexas
nestas puras águas banhámos o suor
do primeiro prazer
com bálsamos de ervas e de flores
despertámos a alegria adormecida na
monotonia do corpo melodioso
por estes pátios nos passeámos entre
laranjeiras e ciprestes de rosas coroados
esta é a profecia minuciosa que
nos trouxe do deserto
o paraíso desde sempre anunciado
nos olhos que as estrelas enganavam
aqui está a chave da
pureza das imagens destruídas.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro MEMÓRIA IMPERFEITA
segunda-feira, 17 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
O TEMPO DAS ROMÃS
Momento a
momento abro a cor do teu corpo
braços e cabelos conduzem lentamente as chamas da
ferida do fogo arrebatado
grão a
grão se forma a nossa fome do
sal do suor não saciada
que fluxo de espuma nos dedos entornada te
deixa no sangue a quilha que o divide
seguirei sempre o norte do teu corpo que
do deserto venho perseguindo a
tua boca
de repente a espuma nos absorve e a
quilha a curva do teu corpo abre no
sobressalto azul da água apreendida falo dos
teus olhos
momento a
momento retrocedem no fogo os
teus cabelos ao vento
grão a
grão comeremos a romã eu
da tua e tu da minha mão.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro MEMÓRIA IMPERFEITA.
Momento a
momento abro a cor do teu corpo
braços e cabelos conduzem lentamente as chamas da
ferida do fogo arrebatado
grão a
grão se forma a nossa fome do
sal do suor não saciada
que fluxo de espuma nos dedos entornada te
deixa no sangue a quilha que o divide
seguirei sempre o norte do teu corpo que
do deserto venho perseguindo a
tua boca
de repente a espuma nos absorve e a
quilha a curva do teu corpo abre no
sobressalto azul da água apreendida falo dos
teus olhos
momento a
momento retrocedem no fogo os
teus cabelos ao vento
grão a
grão comeremos a romã eu
da tua e tu da minha mão.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro MEMÓRIA IMPERFEITA.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
EXODUS
Cobrir-te-emos de cinza. grãos de sal.
um pouco de latim. um ramo de oliveira. puxaremos a
terra sobre o teu corpo
plano o caminho
virão crianças e soldados passarão os
pastores e os gados.
na areia faremos uma cruz. guardaremos o
sinal da tua ausência.
tudo o vento apagará. as pegadas a
cova da árvore arrancada os
sulcos no barro fresco. porque
de madrugada partiste antes dos pastores.
nem só os ramos de hera
matam o tempo
roendo os muros de pedra.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro ANDAMENTO.
Cobrir-te-emos de cinza. grãos de sal.
um pouco de latim. um ramo de oliveira. puxaremos a
terra sobre o teu corpo
plano o caminho
virão crianças e soldados passarão os
pastores e os gados.
na areia faremos uma cruz. guardaremos o
sinal da tua ausência.
tudo o vento apagará. as pegadas a
cova da árvore arrancada os
sulcos no barro fresco. porque
de madrugada partiste antes dos pastores.
nem só os ramos de hera
matam o tempo
roendo os muros de pedra.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro ANDAMENTO.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
ficou um poema no teu rosto a
mão cheia de amoras amêndoas e
morangos no teu colo dobrado cinco
pétalas de malmequer no chão cinco
dedos da mão cinco
sílabas do poema inacabado
veste a memória de luz os
nossos corpos nus e na
água nocturna do teu nome dilui o
desejo a cor do lume
ficou um poema no teu rosto que
eu não lerei mais não
voltará a roseira do
teu corpo a dar
rosas iguais
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro JÚBILO DA SEIVA
mão cheia de amoras amêndoas e
morangos no teu colo dobrado cinco
pétalas de malmequer no chão cinco
dedos da mão cinco
sílabas do poema inacabado
veste a memória de luz os
nossos corpos nus e na
água nocturna do teu nome dilui o
desejo a cor do lume
ficou um poema no teu rosto que
eu não lerei mais não
voltará a roseira do
teu corpo a dar
rosas iguais
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro JÚBILO DA SEIVA
quarta-feira, 5 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
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