CARLOS AURÉLIO - CONSIDERANDO OS FILÓSOFOS - Capa de ESPIGA PINTO
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
EM NOME DA CLARIDADE
Em nome da claridade da água dos
limos e dos cabelos
entre a casca e o caule entre a
sombra e a areia
deslizam os dedos sobre a pele pétala a
pétala revelada
em nome dos olhos e das rosas
no sangue se dissolve o sal
vestidos de sol os
troncos e as folhas
em nome do primeiro beijo se acende a
cor da relva e
entornam os corpos as
lágrimas e o fogo.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Em nome da claridade da água dos
limos e dos cabelos
entre a casca e o caule entre a
sombra e a areia
deslizam os dedos sobre a pele pétala a
pétala revelada
em nome dos olhos e das rosas
no sangue se dissolve o sal
vestidos de sol os
troncos e as folhas
em nome do primeiro beijo se acende a
cor da relva e
entornam os corpos as
lágrimas e o fogo.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
talvez no instante claro em que o meu corpo no
teu corpo cortava a
ondulação litoral do teu colo este
naufrágio tenha
diluído o teu líquido olhar na espuma e
nas areias
vinha do sul com o motim dos
dedos o fogo que o suor não
apagava em
aroma desfeitos e em
saliva na
nossa pele deslizavam as palavras até ao
voo rouco da
tua respiração tranquila
era o tempo do júbilo da seiva que
subia do meu ao teu olhar sereno quando a
minha boca nos teus seios duros sentia que o
teu púbis cheirava a musgo e feno e sabia a
damascos maduros
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro JÚBILO DA SEIVA
teu corpo cortava a
ondulação litoral do teu colo este
naufrágio tenha
diluído o teu líquido olhar na espuma e
nas areias
vinha do sul com o motim dos
dedos o fogo que o suor não
apagava em
aroma desfeitos e em
saliva na
nossa pele deslizavam as palavras até ao
voo rouco da
tua respiração tranquila
era o tempo do júbilo da seiva que
subia do meu ao teu olhar sereno quando a
minha boca nos teus seios duros sentia que o
teu púbis cheirava a musgo e feno e sabia a
damascos maduros
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES - Livro JÚBILO DA SEIVA
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Do gosto do teu corpo me ficou na boca o
sabor dos frutos por amadurecer
ágeis se dobraram nos dedos os
mil e um segredos
de os colher
do som da tua voz me ficou nos ouvidos uma
breve melodia interrompida pelo
ritmo monótono da vida
imposto ao sobressalto dos sentidos
da imagem do teu rosto me ficou no olhar
a forma perfeita do teu nome
cova na areia onde cabe o mar
inacabado pão da minha fome.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
sabor dos frutos por amadurecer
ágeis se dobraram nos dedos os
mil e um segredos
de os colher
do som da tua voz me ficou nos ouvidos uma
breve melodia interrompida pelo
ritmo monótono da vida
imposto ao sobressalto dos sentidos
da imagem do teu rosto me ficou no olhar
a forma perfeita do teu nome
cova na areia onde cabe o mar
inacabado pão da minha fome.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
MEMÓRIA DO CORPO
Não há morte na memória do teu corpo
apenas o gesto de mastigar a neve
o cansaço furioso
o bafo cinzento da respiração
gosto do teu corpo
do sal do teu suor
dedos deslizando nos dedos o
gosto da tua saliva
passa o tempo e desfaz-se
derretido na concha da tua boca
mas hoje os teus olhos são barcos ancorados
que não atravessam o rio dos meus versos
e as mãos nas tuas mãos
são só dedos
dispersos.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
Não há morte na memória do teu corpo
apenas o gesto de mastigar a neve
o cansaço furioso
o bafo cinzento da respiração
gosto do teu corpo
do sal do teu suor
dedos deslizando nos dedos o
gosto da tua saliva
passa o tempo e desfaz-se
derretido na concha da tua boca
mas hoje os teus olhos são barcos ancorados
que não atravessam o rio dos meus versos
e as mãos nas tuas mãos
são só dedos
dispersos.
Poema de FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
sábado, 28 de novembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
FERNÃO DE MAGALHÃES GONÇALVES
2007 - ANTÓNIO CABRAL
2008 - CLÁUDIO LIMA
2009 - JOAQUIM DE BARROS FERREIRA
2010 - ANTÓNIO FORTUNA
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
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